
O inquérito que apura a morte de Alice Brasil Sousa da Paz, de 4 anos, em uma brinquedoteca de uma escola particular de Teresina, segue em andamento e ainda depende do resultado de dois laudos periciais para ser concluído. O prazo inicial se encerra nesta sexta-feira (5), mas a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) pode solicitar à Justiça uma prorrogação de 30 dias para aprofundar as investigações.
A 4ª Promotoria do Ministério Público do Piauí acompanha o caso e requisitou depoimentos dos pais da criança, da direção da escola e de funcionários para esclarecer os protocolos de segurança. Entre os pontos a serem analisados estão o uso de celular por colaboradores e o número de profissionais presentes na brinquedoteca no momento do acidente. Testemunhas, socorristas do Samu e a enfermeira que fez o primeiro atendimento também foram chamados a depor.
O acidente ocorreu em 5 de agosto. Alice foi levada à enfermaria da escola logo após o ocorrido e, conforme nota do Grupo Educacional CEV, os profissionais do Samu orientaram que ela fosse transportada de carro particular até o hospital, onde a ambulância encontrou o veículo no trajeto para iniciar o atendimento. A criança não resistiu aos ferimentos, que incluíam edema cerebral e hematoma subdural agudo.
O Grupo CEV lamentou a morte, suspendeu aulas e ofereceu suporte psicológico à comunidade escolar. Em comunicado, a instituição pediu perdão à família e afirmou ter mobilizado toda a equipe para prestar auxílio imediato, além de reforçar que mantém protocolos de segurança, os quais estão sendo revisados para ampliar medidas preventivas.
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