
O Brasil continua sendo um país marcado por desigualdades gritantes. Enquanto milhões de trabalhadores lutam diariamente para sobreviver com um salário mínimo que mal cobre as despesas básicas, existe uma outra face do país: a daqueles que herdaram fortunas, frutos de trajetórias empreendedoras e de famílias que construíram grandes impérios ao longo de décadas.
Esse movimento fez surgir um pequeno, mas expressivo grupo de jovens da Geração Z, que antes mesmo de completarem 30 anos já figuram na lista da Forbes Brasil 2025 como bilionários.
Nascidos entre 1997 e 2010, eles cresceram em um mundo já digitalizado e globalizado, e hoje carregam a responsabilidade de manter — e até ampliar — o legado de suas famílias. Entre os nomes estão:
Amelie Voigt Trejes (20 anos) – R$ 3,4 bi – herdeira da WEG
Lívia Voigt (20 anos) – R$ 6,6 bi – neta de um dos fundadores da WEG
Felipe Voigt Trejes (23 anos) – R$ 3,6 bi – herdeiro da WEG
Pedro Voigt Trejes (23 anos) – R$ 3,6 bi – herdeiro da WEG
Helena Marina da Silva Petry (23 anos) – R$ 1,9 bi – herdeira da WEG
Ana Flávia da Silva Petry (26 anos) – R$ 1,9 bi – herdeira da WEG
Dora Voigt de Assis (27 anos) – R$ 6,6 bi – herdeira da WEG
Pedro Franceschi (28 anos) – R$ 3,3 bi – fundador da fintech Brex
Izabela Henriques Feffer (28 anos) – R$ 2,3 bi – herdeira da Suzano
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (29 anos) – R$ 29,3 bi – herdeiro da AB InBev / 3G Capital
A maior parte é herdeira de impérios consolidados, como a WEG, a Suzano e a AB InBev. Mas há também espaço para quem ousou trilhar o próprio caminho, como Pedro Franceschi, que cofundou a fintech Brex, hoje avaliada em bilhões de dólares.
Esses jovens, mesmo que carreguem fortunas herdadas, representam a continuidade de histórias de esforço e empreendedorismo. Suas famílias ergueram negócios que geram empregos, tributos e inovação para o Brasil.
Julgá-los agora pode ser precipitado. Mais relevante é observar como usarão esse poder econômico e influência. A expectativa é que honrem o legado familiar e, ao mesmo tempo, sejam capazes de imprimir novas visões, impulsionando o país com inovação, geração de riqueza e transformação social.
No Brasil das desigualdades, eles simbolizam tanto o privilégio de nascer no topo quanto a esperança de que essa nova geração de bilionários possa não apenas acumular, mas também devolver — em empregos, impostos, projetos e inovação — parte daquilo que o país lhes proporcionou.
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