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Economia BILIONÁRIOS “Z”

Fortuna antes dos 30: os jovens bilionários da Geração Z no Brasil

Entre heranças familiares e inovação digital, nove brasileiros abaixo dos 30 anos figuram na lista da Forbes 2025 com fortunas bilionárias — e carregam a responsabilidade de honrar legados, gerar riqueza e impulsionar o futuro do país

30/08/2025 às 17h57 Atualizada em 30/08/2025 às 18h30
Por: Douglas Ferreira
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Clemente Del Vecchio, Livia Voigt e Kevin David Lehmann - Foto: Reprodução
Clemente Del Vecchio, Livia Voigt e Kevin David Lehmann - Foto: Reprodução

O Brasil continua sendo um país marcado por desigualdades gritantes. Enquanto milhões de trabalhadores lutam diariamente para sobreviver com um salário mínimo que mal cobre as despesas básicas, existe uma outra face do país: a daqueles que herdaram fortunas, frutos de trajetórias empreendedoras e de famílias que construíram grandes impérios ao longo de décadas.

Esse movimento fez surgir um pequeno, mas expressivo grupo de jovens da Geração Z, que antes mesmo de completarem 30 anos já figuram na lista da Forbes Brasil 2025 como bilionários.

Quem são os afortunados da nova geração?

Nascidos entre 1997 e 2010, eles cresceram em um mundo já digitalizado e globalizado, e hoje carregam a responsabilidade de manter — e até ampliar — o legado de suas famílias. Entre os nomes estão:

  1. Amelie Voigt Trejes (20 anos) – R$ 3,4 bi – herdeira da WEG

  2. Lívia Voigt (20 anos) – R$ 6,6 bi – neta de um dos fundadores da WEG

  3. Felipe Voigt Trejes (23 anos) – R$ 3,6 bi – herdeiro da WEG

  4. Pedro Voigt Trejes (23 anos) – R$ 3,6 bi – herdeiro da WEG

  5. Helena Marina da Silva Petry (23 anos) – R$ 1,9 bi – herdeira da WEG

  6. Ana Flávia da Silva Petry (26 anos) – R$ 1,9 bi – herdeira da WEG

  7. Dora Voigt de Assis (27 anos) – R$ 6,6 bi – herdeira da WEG

  8. Pedro Franceschi (28 anos) – R$ 3,3 bi – fundador da fintech Brex

  9. Izabela Henriques Feffer (28 anos) – R$ 2,3 bi – herdeira da Suzano

  10. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (29 anos) – R$ 29,3 bi – herdeiro da AB InBev / 3G Capital

Entre herança e inovação

A maior parte é herdeira de impérios consolidados, como a WEG, a Suzano e a AB InBev. Mas há também espaço para quem ousou trilhar o próprio caminho, como Pedro Franceschi, que cofundou a fintech Brex, hoje avaliada em bilhões de dólares.

Esses jovens, mesmo que carreguem fortunas herdadas, representam a continuidade de histórias de esforço e empreendedorismo. Suas famílias ergueram negócios que geram empregos, tributos e inovação para o Brasil.

O que eles representam?

Julgá-los agora pode ser precipitado. Mais relevante é observar como usarão esse poder econômico e influência. A expectativa é que honrem o legado familiar e, ao mesmo tempo, sejam capazes de imprimir novas visões, impulsionando o país com inovação, geração de riqueza e transformação social.

No Brasil das desigualdades, eles simbolizam tanto o privilégio de nascer no topo quanto a esperança de que essa nova geração de bilionários possa não apenas acumular, mas também devolver — em empregos, impostos, projetos e inovação — parte daquilo que o país lhes proporcionou.

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