
A Prefeitura de Teresina encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que muda a forma de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A alteração mexe diretamente na Planta de Valores Genéricos (PVG) — base para cálculo do imposto — e tem aplicação prevista a partir de 2026. A proposta prevê que o valor seja progressivo, começando com fator de 0,4 em 2026 e chegando a 0,8 em 2030.
Na prática, isso significa que imóveis em áreas mais valorizadas da cidade sentirão aumento expressivo na tributação. O gargalo está justamente aí: para parte da população, a reavaliação pode pesar no bolso; para a Prefeitura, é forma de corrigir distorções e garantir “segurança jurídica” à lei sancionada no fim de 2024 pelo então prefeito Dr. Pessoa.
Pelos dispositivos encaminhados pelo Executivo, os novos valores do Valor Básico Unitário de Terrenos (VBUT) seriam aplicados da seguinte forma:
0,4 no exercício de 2026;
0,5 no exercício de 2027;
0,6 no exercício de 2028;
0,7 no exercício de 2029;
0,8 a partir de 2030.
Já em relação ao Valor Unitário de Edificação por Tipologia (VUET), o fator definido é de 0,7 a partir do exercício de 2025.
O texto também deixa claro, em seu Art. 2º, que “excepcionalmente, para o exercício de 2025, será considerado ocorrido o fato gerador do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU)”, ou seja, em 2025 a cobrança seguirá a legislação anterior.
A medida já encontrou resistência entre vereadores. Dudu (PT) alerta que a revisão pode provocar aumentos substanciais e cobra audiências públicas com corretores, empresários da construção civil e moradores. João Pereira (PT) foi mais duro: disse que a recomendação inicial é de voto contrário, pois a alta carga tributária poderia levar moradores a migrar para cidades vizinhas, reduzindo até a arrecadação da capital.
O debate sobre o IPTU progressivo deve esquentar as próximas sessões. Enquanto a base do prefeito mantém silêncio, a oposição promete travar a discussão em plenário, defendendo que o tema não seja aprovado “de goela abaixo”.
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