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Piauí ESTADO NÃO VALORIZA

Piauí registra aumento de 100% em mortes de policiais, aponta Anuário de Segurança

Estado ultrapassa a média nacional e integra lista das maiores altas do país, em cenário de crescimento preocupante no número de óbitos da categoria

25/08/2025 às 07h45 Atualizada em 25/08/2025 às 22h37
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Piauí apresentou um crescimento de 100% nas mortes violentas de policiais em 2024, segundo a 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicada em julho. O Piauí ultrapassou a média nacional de 0,3 policial morto para cada mil da ativa, alcançando 0,4 — patamar semelhante ao de Alagoas e Pernambuco. Ao todo, o Brasil registrou 170 mortes violentas de policiais no ano, alta de 33,8% em relação a 2023, além de 126 suicídios, número 6,8% maior que no ano anterior.

O anuário destaca aumentos expressivos em estados como Minas Gerais (200%), Alagoas e Piauí (100%), Ceará (33,3%), Bahia (22,2%) e São Paulo (10,3%). No total, considerando homicídios e suicídios, quase 300 policiais perderam a vida em 2024 — crescimento de 28,8% em comparação com o ano anterior. O Rio de Janeiro e Tocantins lideram o ranking, com índice de 1,1 policial morto por mil da ativa.

O levantamento também chama atenção para os casos de suicídio, que vêm crescendo de forma contínua desde 2018. O Piauí aparece entre os estados com os índices mais elevados, ao lado de Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará e Distrito Federal — este último com o maior salto percentual em 2024, de 400%. Especialistas relacionam o fenômeno a fatores como estresse crônico, sobrecarga de trabalho, pressão por resultados e a sensação de desamparo institucional.

Para analistas de segurança, o cenário reflete tanto a violência crescente contra a categoria quanto a fragilidade das condições de trabalho. O tenente-coronel Olavo Mendonça, da PM do Distrito Federal, aponta para um “movimento de criminalização da atividade policial” e defende mais valorização da corporação. Já o sociólogo Eduardo Alencar destaca o impacto do estresse permanente, que compromete a saúde mental e pode levar ao desgaste crônico. A conclusão dos especialistas é clara: sem medidas estruturais de apoio e valorização, a tendência é que os números permaneçam elevados.

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