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Guerra comercial EUA-China favorece amendoim brasileiro; entenda

Tarifas americanas abrem espaço para crescimento das exportações de grãos e óleo do Brasil à China

24/08/2025 às 11h44 Atualizada em 25/08/2025 às 22h30
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A guerra tarifária entre Estados Unidos e China tem beneficiado indiretamente a cadeia produtiva de amendoim do Brasil. Com as sobretaxas impostas pelo governo Donald Trump penalizando os produtos americanos, a China tem buscado alternativas no mercado internacional, voltando-se para o amendoim e o óleo brasileiros, segundo a Associação de Produtores, Beneficiadores, Exportadores e Industrializadores de Amendoim do Brasil (Abex-BR).

Mesmo com problemas climáticos prejudicando a safra nacional e preços baixos em torno de US$ 400 por tonelada, o Brasil tem ampliado as exportações ao mercado chinês. Entre janeiro e julho de 2025, as vendas de óleo de amendoim cresceram 150%, enquanto o amendoim em grão saltou de 620 toneladas para 22 mil toneladas no mesmo período, segundo Pablo Rivera, vice-presidente da Abex-BR. O executivo ressalta que a demanda chinesa pelo produto brasileiro é impulsionada tanto pela guerra comercial quanto por uma preferência antiamericana.

Enquanto os EUA enfrentam retração nas exportações — com queda de 18% nos últimos dez meses — e dependem de compradores como México e Canadá, o Brasil e a Argentina aproveitam para ocupar espaço nos mercados internacionais. A instabilidade global, com superprodução em outros países e safras menores no Brasil devido à seca, torna o cenário desafiador, mas também cria oportunidades de vendas para produtores brasileiros.

Apesar do otimismo, Rivera alerta que a chegada das safras de outros países, como Índia e nações africanas, pode alterar o mercado. O comportamento da demanda externa e as condições climáticas serão decisivos para o setor nos próximos meses, que busca consolidar o crescimento mesmo diante de preços competitivos e volatilidade internacional.

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