
Tudo agora é extremismo? O que, de fato, é algo extremo? De acordo com a professora de português Flávia Neves, as palavras extremo e estremo existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações distintas.
Ambas são formas verbais conjugadas na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo. Estremo é a forma conjugada do verbo estremar, sinônimo de delimitar, dividir, balizar. Extremo é a forma conjugada do verbo extremar, sinônimo de exaltar, enaltecer, notabilizar. A palavra extremo pode ser ainda um adjetivo, sinônimo de remoto, intenso, grave, derradeiro e radical; ou um substantivo masculino, sinônimo de extremidade, exageros e cuidados excessivos.
Portanto, na era dos extremos, existiria uma “extrema intelectualidade”? Nada disso! Apenas o bom gosto e o bom senso do pragmatismo.
Extrema intelectualidade é tudo aquilo que não vai de encontro às minorias? Seria, então, o fato de destoar dos chamados agentes de transformação “socialmente indicados” pelos governos de esquerda? Ou, de fato, a extrema intelectualidade representaria tudo aquilo que defende o liberalismo econômico e o capitalismo sem controle estatal?
Certo mesmo é que o tarifaço já entrou em vigor e parece que ambos os lados não estão nem aí para um acordo baseado no racionalismo pragmático — especificamente no Brasil. E o pior: o desejo de destruir a economia brasileira por meros aspectos ideológicos.
Os mais velhos costumam dizer que intelectual é todo aquele que toma decisões baseando-se no intelecto, e não em meros aspectos emocionais ou afetivos.
Vejam a plena definição de intelectualidade: intelectual é um adjetivo que caracteriza algo ou alguém que desempenha uma atividade de natureza mental, relacionada com o intelecto e a inteligência. Um intelectual é a pessoa que produz pensamentos. Este termo também pode assumir a classificação de substantivo e representar a pessoa que vive exclusivamente de seu intelecto, ou seja, de sua inteligência e das coisas que requerem aplicação mental, como a cultura, as artes, a música, a literatura etc.
Assim, quando se diz que determinada pessoa é um intelectual, significa que é culta, que se propõe a estudar e refletir sobre ideias que abrangem os mais variados temas que possam ter relevância social ou individual. Em suma, fazer uso do termo extrema intelectualidade não é algo plausível.
Extrema intelectualidade? Qual a razão do termo? Dias atrás, um pseudointelectual fez uso dele em plena homília, defendendo o indefensável. O templo não seria local apenas para reflexões de cunho sagrado? Certo mesmo é que é necessário advertir contra pseudointelectuais.
Sabe o que este termo significa? Os pseudointelectuais são falsos intelectuais. São indivíduos que fingem ter conhecimento intelectual e aparentam interesse por determinados temas — como ciência, cultura, artes, literatura etc. —, mas, na realidade, não gostam. Muitos, atualmente, conseguem simplesmente o título acadêmico tendo como parâmetro apenas o desejo de fundamentar e dar fé pública a ideologias nefastas.
Portanto, não existe essa de extrema intelectualidade. Intelectual é todo aquele que faz bom uso do intelecto e tem valores sólidos, e não relativos. É século XXI!
Frases sobre a intelectualidade:
“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas.” — Bertrand Russell
“As pessoas comuns pensam apenas em como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo.” — Arthur Schopenhauer
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