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Piauí SECA E QUEIMADAS

Piauí em chamas: Estado já ultrapassa 2 mil focos de incêndio em 2025

A seca extrema, altas temperaturas e ventos fortes impulsionam avanço do fogo; governo anuncia proibição de queimadas e endurece fiscalização

09/08/2025 às 07h01 Atualizada em 10/08/2025 às 18h01
Por: Douglas Ferreira
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Com mais de 2.100 focos de incêndios o Brasil já ocupa a sexta posição no ranking de queimadas no país - Foto: Reprodução
Com mais de 2.100 focos de incêndios o Brasil já ocupa a sexta posição no ranking de queimadas no país - Foto: Reprodução

O fogo avança sem trégua pelo território piauiense. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Estado ultrapassou, nesta quinta-feira (8), a marca de 2.132 focos de incêndio em 2025, número 25% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Com isso, o Piauí ocupa a sexta posição no ranking nacional de queimadas, liderado pelo Mato Grosso, que já contabiliza mais de 4,7 mil ocorrências.

A pior seca dos últimos cinco anos, associada a ventos fortes e temperaturas elevadas, cria condições ideais para a propagação das chamas. A vegetação ressecada e o solo extremamente seco se tornam inflamáveis, acelerando a destruição.

Diante da gravidade da situação, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) anunciou que vai publicar nos próximos dias um decreto proibindo qualquer tipo de queimada, inclusive as controladas, tradicionalmente autorizadas para fins agrícolas em períodos específicos.

Brigadistas, Defesa Civil e órgãos de fiscalização atuam em diversas frentes para conter o avanço do fogo. A orientação é para que a população evite qualquer prática que envolva o uso de fogo, como limpeza de terrenos, queima de pastagens ou resíduos agrícolas.

A Semarh alerta que provocar incêndios é crime ambiental. Os responsáveis serão identificados, multados e responderão judicialmente. A pasta também intensifica ações de educação ambiental e reforça o monitoramento para reduzir danos aos biomas, proteger a fauna e a flora e preservar a saúde da população.

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