
As MVNOs, ou operadoras móveis virtuais, são empresas que oferecem serviços de telefonia sem possuir infraestrutura própria. Com autorização da Anatel, elas funcionam a partir de acordos comerciais com operadoras tradicionais — chamadas MNOs — e utilizam suas redes de sinal e cobertura. Assim, conseguem atuar com foco em públicos específicos e oferecer pacotes personalizados de voz, internet e SMS.
Há três tipos principais de MVNOs no Brasil: Full, Light e Brand Reseller. A MVNO Full tem autonomia completa sobre a operação, controlando desde o chip até os sistemas de cobrança. Já a Light atua de forma mais enxuta, focando no marketing e atendimento ao cliente, enquanto a Brand Reseller apenas revende os serviços de outra MVNO, emprestando sua marca à operação.
Entre as operadoras móveis virtuais em atividade no país, destacam-se nomes como NuCel (do Nubank), Intercel (do Banco Inter), Correios Celular, Surf Telecom, Datora e Maga+ (do Magazine Luiza). Todas elas utilizam redes de grandes operadoras para fornecer conectividade e serviços em diversas regiões, incluindo o 5G, dependendo dos contratos firmados.
Apesar das vantagens — como planos mais baratos, flexibilidade e serviços personalizados —, as MVNOs também enfrentam desafios. A qualidade da cobertura depende totalmente da operadora parceira, e muitos clientes sentem falta de lojas físicas para atendimento presencial. Ainda assim, o modelo vem crescendo como alternativa competitiva no setor de telecomunicações brasileiro.
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