
Durante uma entrevista ao programa Fantástico, exibido no último domingo (3), o humorista e influenciador Whindersson Nunes revelou ter recebido um diagnóstico de altas habilidades — também conhecido como superdotação — enquanto estava internado para tratamento da dependência de álcool. A descoberta foi feita após uma bateria de testes neuropsicológicos, que apontaram um Quociente de Inteligência (QI) de 138, bem acima da média populacional.
“Entendi por que que eu me sentia de tal forma em tal ano”, comentou Whindersson, ao explicar como o resultado o ajudou a compreender melhor sua trajetória e comportamento. Segundo a neuropsicóloga Carolina Mattos, que participou da avaliação, a média de QI da população varia entre 96 e 101. O índice do humorista o coloca acima de 98% das pessoas, conforme a curva de distribuição utilizada em testes como o WAIS (Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos).
O QI é uma medida padronizada que avalia diferentes habilidades cognitivas, como raciocínio lógico, memória de trabalho, linguagem e criatividade. Os testes são aplicados por especialistas e podem levar até 2h30 para serem concluídos. No entanto, a superdotação não implica necessariamente excelência em todas as áreas, como explicou Carolina: “Altas habilidades não é aquele gênio, necessariamente. Às vezes, é uma pessoa que se destaca mais na criatividade, no improviso, no pensamento sensível.”
Essa diversidade na manifestação da superdotação ajuda a entender o estilo irreverente e criativo de Whindersson, que conquistou o público com seu humor espontâneo e sua capacidade de improviso. A descoberta reforça a importância do acompanhamento psicológico e da valorização de talentos que nem sempre se enquadram nos padrões tradicionais.
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