
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois de meses de provocações e discursos inflamados contra os Estados Unidos, finalmente resolveu “tirar o pé do acelerador”. Em Brasília, no encerramento do Encontro Nacional do PT, declarou que não “quer confusão” com Donald Trump e que a briga com Washington já chegou ao “limite”. Um discurso que soa tardio, quase como um suspiro de alívio — mas também como uma confissão de que a estratégia anterior foi, no mínimo, desastrosa.
E aqui cabe a pergunta: por que Lula esticou a corda até arrebentar? Por que provocou o maior parceiro comercial do Brasil no Ocidente, justo o país que mais compra o que produzimos fora a China? Por que colocou em risco milhares de empregos e empresas brasileiras apenas para sustentar um discurso ideológico que o eleitor comum nem entende? Afinal, como bem sabe qualquer trabalhador da periferia, quem votou em Lula queria mesmo era “picanha na mesa”, e não guerra comercial com Washington.
O tarifaço de Trump — que saltou de 10% para 50% sobre os produtos brasileiros — é o resultado direto dessa diplomacia de improviso. E a conta, como sempre, não será paga pelo Planalto, mas pelo povo. Enquanto Lula discursava sobre “limites de briga” e tentava posar de estadista, empresários do agronegócio, da indústria e do comércio já calculavam prejuízos bilionários. E o trabalhador brasileiro, esse, vê a corda apertar ainda mais: menos exportações significam menos produção, menos empregos, menos renda.
No ringue internacional, Lula acreditava ter cartas na manga — os “companheiros” do BRICS. Mas um a um foram arredando o pé, deixando o Brasil sozinho diante de Trump. E o resultado é o isolamento. Restou ao presidente, agora, recuar e pregar a harmonia que deveria ter buscado desde o início.
Afinal, que liderança é essa que prefere o confronto à negociação? Que estadista coloca o orgulho ideológico acima do prato de comida da população? A verdade é que Lula só agora descobriu que bravata não paga boleto, nem segura tarifaço.
E enquanto promete defender empresas brasileiras e trabalhadores, o presidente ensaia mais uma candidatura em 2026. Resta saber se, até lá, o povo ainda terá paciência para promessas ou se já terá entendido, na prática, que não é mudando a cor da bandeira do partido nem aumentando o tom contra Trump que se governa um país.
O Brasil precisa de diplomacia, não de palanque. De pragmatismo, não de bravata. De picanha no prato, não de tarifaço na mesa.
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