
A nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não incluiu o café na lista de exceções, ao contrário de setores como aviação, energia e suco de laranja — o que já tem gerado impacto no mercado internacional.
O anúncio, assinado pelo presidente Donald Trump e previsto para entrar em vigor no dia 6 de agosto, trouxe imediata reação do mercado: os preços do café Arábica subiram cerca de 1,8%, chegando a US$ 2,9875 por libra-peso pelas cotações da ICE, enquanto o robusta recuou levemente após alta anterior duplicada.
A decisão americano afeta diretamente uma das commodities mais importantes do agronegócio brasileiro. O setor de café representa cerca de 30% das importações dos EUA, e os produtores brasileiros — que exportam aproximadamente um terço dos grãos consumidos nos EUA — continuam pressionando para entrar na lista de exceções.
No panorama atual, estima-se que 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos — incluindo carne e café — serão impactadas pela tarifa de 50%, intensificando a urgência das negociações diplomáticas.
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