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Economia TECNOLOGIA

Indústria 4.0 sofre com déficit de mão de obra qualificada no Brasil

Falta de profissionais especializados ameaça competitividade e crescimento do setor industrial no país

30/07/2025 às 10h14 Atualizada em 01/08/2025 às 17h16
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A revolução industrial 4.0, marcada por tecnologias como internet das coisas, automação avançada, realidade virtual e inteligência artificial, tem avançado no Brasil e no mundo. No entanto, um gargalo tem impedido a plena evolução das linhas de produção: a escassez de mão de obra qualificada. O problema afeta diretamente a produtividade das empresas e impõe limites ao crescimento econômico nacional. “Isso reduz a competitividade da indústria. Os custos de produção aumentam e há um desestímulo à manufatura”, alerta Juliana Inhasz, economista e professora do Insper.

Entre os principais fatores que contribuem para esse cenário estão o descompasso entre a formação educacional e as exigências do mercado de trabalho, além do envelhecimento da população. Segundo o superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai, Felipe Morgado, o país precisa correr para capacitar novos profissionais. Dados do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pela CNI, indicam que 14 milhões de trabalhadores precisarão ser qualificados até 2027, sendo 2,2 milhões para novas vagas e 11,8 milhões para requalificação de quem já está no mercado.

O impacto da falta de mão de obra já é sentido pelas empresas. Um relatório da consultoria ManpowerGroup revelou que 81% dos empregadores brasileiros enfrentaram dificuldades para encontrar profissionais com as habilidades exigidas, percentual superior à média global de 74%. Os setores mais afetados incluem Tecnologia da Informação e Dados. Em São Paulo, uma pesquisa da Fiesp em parceria com o Instituto Locomotiva mostrou outro desafio: apenas 11% dos jovens entrevistados demonstraram interesse em trabalhar na indústria, enquanto 58% preferem empreender.

Diante desse cenário, instituições de ensino, federações empresariais e empresas têm investido em novos modelos de qualificação, incluindo a criação de escolas próprias e a introdução de tecnologias como a inteligência artificial nos cursos. O objetivo é tornar o setor mais atrativo para a nova geração e preparar profissionais alinhados às demandas da indústria moderna.

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