
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos para tentar barrar a possível aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida, que pode entrar em vigor já em 1º de agosto, é vista com preocupação pelo setor industrial, que teme prejuízos comerciais severos. O anúncio foi feito pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, durante o Fórum Nacional das Indústrias, na última sexta-feira (25).
Segundo Alban, a missão tem como objetivo unir empresas brasileiras e norte-americanas para sensibilizar ambos os governos sobre os impactos negativos da medida. A estratégia busca promover um diálogo focado nos interesses econômicos, afastando interferências políticas. “Queremos ser facilitadores dessa convergência de negociações”, afirmou o dirigente.
A mobilização será organizada nas próximas semanas, com a expectativa de realização da viagem dentro de duas a três semanas. A ideia é que o setor privado tenha papel ativo na construção de soluções que evitem a implementação das tarifas, defendendo acordos baseados em cooperação comercial.
Alban reforçou que o momento é decisivo para fortalecer o entendimento entre os dois países, aproveitando a interlocução direta entre empresas e governos. A CNI aposta que o engajamento do setor produtivo dos dois lados pode ajudar a evitar medidas protecionistas que afetem negativamente as exportações brasileiras e o equilíbrio da relação bilateral.
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