
O consumo de conteúdo audiovisual no Brasil está mudando de forma acelerada. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2024, divulgada pelo IBGE, os serviços de streaming já alcançam 32,7 milhões de domicílios, representando 43,4% das casas com televisão. Em contraste, a TV por assinatura segue em queda, presente em apenas 24,3% dos lares com TV.
As regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste lideram o uso de streaming, com mais da metade dos lares conectados a essas plataformas. Já o Nordeste, embora com índice menor (30,1%), registrou o maior crescimento proporcional no último ano. Um dado relevante é que 8,2% dos domicílios com streaming não têm acesso à TV aberta nem à paga, evidenciando uma tendência crescente de consumo exclusivo via internet.
Enquanto isso, a TV por assinatura perdeu quase 1 milhão de assinantes em relação a 2023. O custo elevado e a falta de interesse foram as principais razões apontadas pelos entrevistados. A Anatel, no entanto, registra números ainda menores: apenas 10,5% dos lares brasileiros estariam conectados a serviços formais de TV paga, o que revela a presença significativa de acessos irregulares, como IPTV pirata e compartilhamento de contas.
A televisão, apesar das mudanças, segue como protagonista nos lares brasileiros. Em 2024, 93,9% das residências possuem ao menos um aparelho e, pela primeira vez, mais da metade da população (53,5%) usa a TV para acessar a internet. A combinação de smart TVs e dispositivos de streaming transformou o aparelho tradicional em um novo centro digital, consolidando a mudança nos hábitos de consumo no país.
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