
Aqui está a imagem emblemática que registra o momento em que o prefeito Orlando Costa (PT), de Fartura do Piauí, chora ao pedir socorro ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em Juazeiro (BA). Um retrato poderoso da humilhação política que simboliza o abandono institucional a prefeitos do mesmo partido no Piauí.
O encontro ocorreu na última sexta-feira, 18 de julho de 2025, em Juazeiro (BA), durante agenda do governador baiano voltada ao semiárido da região do São Francisco. Nesse contexto, Orlando Costa fez um apelo comovente por água potável para sua cidade, que enfrenta grave crise hídrica desde novembro de 2024.
Orlando relatou a situação crítica de Fartura do Piauí, município sem abastecimento regular há meses. Ele propôs capturar 15 l/s de água de uma adutora baiana que possui 30 l/s excedentes, localizada a apenas 22 km da cidade, sendo 16 km no Piauí.
Ao descrever o drama vivido pelos moradores, o prefeito não conteve as lágrimas. No vídeo, Orlando Costa pede ajuda em nome do governador Rafael Fonteles (PT), seu colega de partido, enfatizando que Fartura foi o segundo município que mais votou em Lula no país.
Em resposta sensível, Jerônimo Rodrigues declarou:
“Com um nome desses, de Fartura, não pode faltar água nessa cidade”.
| Elemento | Realidade amarga |
|---|---|
| Data do encontro | Sexta-feira, 18 de julho de 2025, em Juazeiro (BA) |
| Prefeito Orlando Costa (PT) | Chora ao relatar seca severa e falta de água em encontro interestadual |
| Reivindicação | Licença para captar 15 l/s da adutora baiana |
| Condições técnicas | Adutora com excedente de 30 l/s, a 22 km de Fartura |
| Silêncio do Piauí | Sem resposta efetiva do governo do próprio Estado, apesar da urgência |
| Detalhe: | Prefeito, governadores do PI, BA e Presidente do Brasil são todos do PT |
O momento marcado pela emoção crua de Orlando Costa expõe um contraste gritante:
Ele, petista, prefeito do segundo município que mais votou em Lula, foi obrigado a cruzar fronteiras pedindo o básico: água.
O governo do Piauí, liderado por Rafael Fonteles (PT), parece invisível diante da falha no abastecimento.
Enquanto isso, governos externos - no caso, da Bahia - são acionados para suprir falhas internas.
Se um prefeito precisa se curvar politicamente e recorrer a outro Estado para garantir direito essencial à sua população, algo está profundamente desequilibrado no desenho institucional.
A cena do prefeito chorando não é apenas simbólica - é política, é um manifesto do abandono institucional, uma denúncia de incompetência e descaso. Orlando Costa representa uma geração de gestores piauienses que se sentem desprestigiados e traídos pelo próprio governo estadual, mesmo quando compartilham partido e ideologia.
A pergunta incômda: Até quando prefeitos do Piauí terão que mendigar dignidade e água a outros estados?
E mais importante: quando o governo do Piauí assumirá sua responsabilidade com quem mais precisa?
A humilhação de Fartura não é apenas local - é reflexo de uma gestão que fala bonito, mas não entrega o básico: água potável. Só um detalhe, o governador Rafael Fonteles é o presidente do Consórcio Nordeste.
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