
Hugo Motta não tem legitimidade para manter o Congresso em silêncio enquanto o Brasil enfrenta uma escalada autoritária sem precedentes. Ao impedir a convocação de comissões e sustentar um recesso artificial, ele assume o papel de cúmplice do regime de opressão imposto pelo ministro Alexandre de Moraes e avalizado pelo governo Lula. A presidência interina da Câmara não é cargo absoluto. Motta pode e deve ser destituído por omissão grave, conforme o Regimento Interno, bastando que líderes partidários articulem sua substituição imediata.
Não há justificativa legal ou moral para manter o Parlamento fechado diante da ameaça real às liberdades, da censura em curso, da intimidação de adversários políticos e da tentativa de prender um ex-presidente sem o devido processo legal. A gravidade do momento exige reação institucional urgente. O funcionamento pleno da Câmara é indispensável para garantir o equilíbrio entre os Poderes e evitar que o país escorregue definitivamente para um regime de exceção.
Diante da covardia de Hugo Motta, cabe aos deputados reagirem à altura. Que realizem sessões públicas na frente do Congresso Nacional, em ato simbólico de resistência. Se até o ar-condicionado foi desligado, que o suor sirva de prova de que ainda existe dignidade entre os que se recusam a se curvar ao autoritarismo. O Brasil precisa ver quem está ao lado do povo e quem se esconde atrás do silêncio.
#ANTONIODEDEUS
DIREITOS HUMANOS Roque Aras, um nordestino
CREDIBILIDADE STF em baixa: da confiança institucional à crise de credibilidade
JUSTIÇA INCLUSIVA A Justiça na praça: quando o sistema de justiça encontra o povo
Mín. 23° Máx. 32°