
Se depender da apatia de Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 1º de agosto os produtos brasileiros que chegam aos Estados Unidos estarão soterrados sob uma tarifa de 50%, imposta pelo governo Donald Trump como retaliação política e econômica. Até aqui, o presidente brasileiro não moveu um dedo para evitar o desastre — a ponto de a embaixada do Brasil em Washington sequer conseguir ser recebida pela Casa Branca.
Essa inação desesperadora forçou governadores a tomarem as rédeas da situação, bypassando Itamaraty e Planalto para tentar, eles próprios, abrir diálogo com Trump.
O movimento partiu do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que iniciou consultas ao Fórum de Governadores para organizar uma comitiva oficial em nome do Brasil.
O objetivo: viajar a Washington, sentar à mesa com Trump e negociar pelo menos um adiamento da tarifa de 50%, para não asfixiar a indústria e o agronegócio nacionais.
A comitiva pretende convencer Trump de que o tarifaço “pune quem trabalha e produz” — agricultores, industriais, exportadores — e não os responsáveis pela deterioração da relação bilateral.
“Queremos mostrar que os setores produtivos não têm culpa da incompetência ideológica da diplomacia petista”, confidenciou uma fonte do grupo.
A vice-governadora do DF, Celina Leão, já confirmou publicamente o plano de Ibaneis e denunciou o que chamou de negligência do governo Lula com nosso segundo maior parceiro comercial. Segundo ela, o Brasil vive um “momento grave” sem liderança capaz de negociar uma saída honrosa para a crise.
A iniciativa dos governadores escancara o vexame diplomático do petismo, incapaz de separar ideologia de pragmatismo econômico.
Em vez de proteger empregos e exportações, Lula prefere posar ao lado de Nicolás Maduro e Daniel Ortega — enquanto os Estados Unidos fecham as portas ao Brasil.
A grande pergunta é: até quando os brasileiros vão tolerar um presidente que cala diante de Washington e condena o próprio povo a pagar a conta de sua vaidade ideológica?
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