
O Delegado Dyego Pascoal, coordenador da Central de Flagrantes de Teresina, informou ao Tribunal de Justiça do Piauí, nesta quinta-feira (22), que a Polícia Civil não tem condições de realizar o transporte de presos para as audiências de custódia, tanto presenciais quanto virtuais. Em documento oficial, o delegado solicitou a suspensão desses procedimentos, justificando a falta de efetivo e de equipamentos necessários para a execução das funções.
De acordo com o delegado, a responsabilidade pelo transporte de presos era do Comando de Operações Prisionais (COP), vinculado à Secretaria da Justiça do Estado, que deixou de atuar nas audiências de custódia ligadas à Central de Inquérito I. Atualmente, a escolta da Central de Flagrantes conta com apenas quatro policiais civis por dia, que precisam se dividir em duas duplas para atender tanto Teresina quanto cidades da região metropolitana, como União, José de Freitas, Altos e Demerval Lobão.
Essa divisão de recursos, conforme o delegado, compromete a capacidade de resposta da equipe, especialmente para as audiências de custódia, que exigem o transporte de cerca de 15 presos diariamente. A situação, segundo Pascoal, torna inviável a cobertura segura das atividades, aumentando os riscos e sobrecarregando os policiais.
Além disso, o delegado destacou a limitação de viaturas disponíveis para escolta e a falta de infraestrutura para realizar audiências de custódia de forma virtual. Ele ressaltou que a Central de Flagrantes de Teresina está assumindo há nove anos funções que não são de sua competência e, por isso, reforçou o pedido de suspensão das audiências.
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