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Tecnologia HORA DE MUDAR?

Tim Cook sob pressão: analistas questionam liderança da Apple em meio a crise de inovação em IA

Apesar do histórico de sucesso, CEO enfrenta críticas pela lentidão da empresa diante da revolução da inteligência artificial

20/07/2025 às 10h46 Atualizada em 20/07/2025 às 17h10
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Dois analistas da empresa LightShed Partners agitaram o mercado na semana passada ao sugerirem uma mudança drástica na liderança da Apple: a substituição de Tim Cook como CEO. A proposta, embora controversa, reacendeu o debate sobre o futuro da gigante de tecnologia, especialmente diante da percepção de que a empresa está atrasada na corrida da inteligência artificial (IA). Para os especialistas, Cook — que assumiu o cargo após a morte de Steve Jobs em 2011 — não seria o perfil ideal para conduzir a Apple nesse novo cenário.

“A Apple agora precisa de um CEO focado em produtos, não em logística”, escreveram Walter Piecyk e Joe Galone, da LightShed, em relatório publicado no dia 9 de julho. A avaliação ocorre num momento em que a empresa enfrenta desafios em várias frentes: queda nas vendas de iPhones, investigações antitruste nos EUA, novas regras da União Europeia para a App Store e crescentes dúvidas sobre sua capacidade de inovar com IA. A demora no lançamento de uma Siri mais inteligente e o atraso em soluções avançadas do Apple Intelligence aumentam essa percepção de estagnação.

Mesmo com as críticas, Tim Cook é amplamente respeitado por seu desempenho operacional. Sob sua liderança, a Apple atingiu uma valorização de mercado de US$ 3 trilhões, lançou produtos como o Apple Watch e os AirPods e lidera o setor de wearables. No entanto, analistas como Thomas Martin alertam: “IA é software, e a Apple é tradicionalmente hardware.” Para eles, a empresa precisa de um líder com visão mais tecnológica. Outros apontam que a solução pode não ser mudar o CEO, mas buscar aquisições estratégicas, como a da startup de IA Perplexity, ou ampliar parcerias, como com a OpenAI.

Apesar da pressão crescente, não há sinais de que Cook vá deixar o cargo tão cedo. Angelo Zino, da CFRA Research, acredita que demiti-lo agora poderia “balançar demais o barco” e prejudicar ainda mais os esforços da empresa em IA. Ele sugere que a Apple deve agir com rapidez, mas sem abrir mão da estabilidade. A troca recente de executivos de alto escalão, como o CFO e o diretor de operações, mostra que mudanças internas estão em curso.

Especialistas em governança corporativa ponderam que o momento pode exigir um “agente de mudança”. “Empresas em pontos de inflexão precisam de lideranças que conduzam uma nova onda de transformação,” afirma William Klepper, da Columbia Business School. Ainda assim, não há indícios de escândalo, crise ou incompetência que justifiquem uma troca no comando, segundo Sandra Sucher, da Harvard. Mas a pergunta que paira no ar, para analistas e investidores, é clara: a Apple será capaz de se reinventar na era da inteligência artificial — ou corre o risco de seguir o caminho da decadência, como a Intel?

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