
Desde que Lula sentou novamente na cadeira de presidente, uma coisa ficou clara: a sede por arrecadar não tem limites. O Palácio do Planalto se defende dizendo que “não criou novos impostos”. Mas a realidade dos fatos é mais cruel para o bolso do brasileiro: aumentaram alíquotas, acabaram isenções, inventaram taxas - e até mesmo um ministro ganhou o apelido de Taxadd, numa enxurrada de memes que escancaram o sentimento popular.
Os números não mentem. Segundo levantamento da CNN, só no Lula 3 foram pelo menos 25 medidas para aumentar a arrecadação em menos de três anos. Um arsenal tributário que vai das famigeradas “blusinhas” importadas às apostas esportivas, passando por fundos, criptoativos, seguros de vida e até a gasolina que você coloca no carro. É tanta criatividade para meter a mão no bolso do cidadão que até os mais calejados empresários e políticos começaram a chiar.
O governo jura que está apenas “corrigindo distorções”. Mas a lista de mudanças é explícita:
- Fim de isenções para LCI, LCA, CRI, CRA
- Alta brutal no IOF para cartões e operações cambiais
- Taxação mínima sobre multinacionais
- Aumento do IPI sobre armas
- Fim gradual da desoneração da folha
- Reoneração de combustíveis
- Taxação maior sobre apostas (as famosas bets)
- Alta da CSLL para bancos
- Tributação padronizada sobre criptoativos
- E claro, a polêmica taxa das blusinhas
Isso tudo sem contar os efeitos indiretos sobre a inflação e sobre o consumo. O cidadão já percebe: a cada visita ao supermercado, o carrinho fica mais leve - e a carga tributária mais pesada.
O Planalto nega, e Fernando Haddad vira um personagem tragicômico, tentando convencer que “não há nova carga tributária”. Mas não convence. A narrativa é cada vez mais difícil de sustentar, porque a sensação que o brasileiro tem é de ser um financiador compulsório de um Estado ineficiente, gastador e ávido por mais receitas sem entregar contrapartida à altura.
Politicamente, a obsessão arrecadatória já desgasta Lula entre empresários e até em setores da própria base aliada. Governar com déficit zero às custas de um superávit de raiva pode custar caro nas urnas - porque a paciência do pagador de impostos tem limite.
No Brasil, imposto demais já virou sinônimo de desconfiança no governo e de recessão iminente. A cada aumento disfarçado, a cada taxa criada sob outro nome, a cada decisão monocrática que facilita a tesoura do Tesouro, um pedaço da confiança no futuro se esfarela.
É só uma questão de responsabilidade fiscal ou é mesmo uma tara por taxação? Até quando o governo vai recorrer ao bolso do contribuinte para cobrir a conta dos próprios erros e das próprias escolhas políticas?
O Brasil merece um debate mais honesto sobre gastos públicos, eficiência do Estado e justiça tributária. O que não dá é para seguir nessa sanha arrecadatória enquanto a população paga, cala e sangra.
Afinal, até a paciência do povo tem imposto.
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