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Curiosidade TUDO TEM UM PREÇO

STF custa mais que a Família Real Britânica — e ainda não gera um centavo de retorno

Enquanto a monarquia movimenta bilhões com turismo e imóveis, o Supremo brasileiro projeta orçamento de R$ 953 milhões para 2025, bancado integralmente pelo contribuinte

16/07/2025 às 19h42 Atualizada em 17/07/2025 às 16h16
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou para 2025 um orçamento de R$ 953,8 milhões, superando com folga os custos da monarquia britânica, estimados em cerca de R$ 645 milhões no ano passado. A comparação, que já chama atenção pelo peso no bolso do contribuinte, se torna ainda mais desvantajosa ao Brasil quando se leva em conta um detalhe fundamental: a família real do Reino Unido gera receita própria — e muita.

Segundo levantamento publicado pelo jornal The Independent, só a visitação de turistas às residências reais gerou R$ 292 milhões em 2019, sem contar a venda de souvenirs, exposições da coleção real, ingressos e atividades comerciais ligadas às propriedades da Coroa. Estima-se que o turismo e a marca da monarquia contribuam com até R$ 14,9 bilhões por ano para a economia britânica. Já o STF, mesmo com mais de R$ 950 milhões em orçamento, não gera qualquer retorno direto aos cofres públicos — apenas despesa.

A discrepância entre as instituições é gritante também no número de funcionários: o STF conta com cerca de 1.200 servidores para atender 11 ministros, enquanto a realeza britânica emprega 1.100 pessoas para manter todo o aparato da monarquia. Ainda assim, os gastos com o Supremo são cerca de 39% maiores que os da monarquia. E a tendência é de crescimento: em 2024, o orçamento do STF já foi de R$ 897,6 milhões — o que indica um aumento de R$ 56 milhões de um ano para o outro.

Nossa "nobreza" custa caro, muito caro - Foto: Reprodução

A presidência do STF justifica os gastos com base no aumento da produtividade, nos investimentos em tecnologia e na segurança institucional. Mas o contraste permanece: enquanto reis e rainhas britânicos precisam abrir castelos ao público, vender canecas com brasões e explorar pontos turísticos para justificar sua existência, os ministros do Supremo brasileiro operam à sombra de supersalários, auxílio-moradia e penduricalhos, sem qualquer esforço de retorno ao cidadão.

A pergunta inevitável permanece no ar: quem serve melhor ao seu povo? A monarquia tradicional que se sustenta parcialmente com turismo, imóveis e eventos ou o tribunal republicano que custa mais e devolve menos? No Brasil, a República continua saindo cara, até quando vamos continuar pagando essa conta?

 

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