
Lula mandou seus aliados se levantarem contra o Centrão mas esqueceu de combinar com o espelho. O próprio governo se apoia na mesma ciranda de fisiologismo, conchavos e verbas liberadas. O PT, dentro da federação PT-PCdoB-PV, pratica a política de troca de favores há décadas. O MDB (isolado, mas sempre presente no jogo), o PP (Progressistas), o PSD, o Republicanos, a União Brasil, o PL (Partido Liberal) e a federação PSDB-Cidadania orbitam o mesmo sistema de loteamento do Estado. A única diferença está em quem se serve primeiro do banquete.
Agora, depois de ver parte de sua base travar votações cruciais, o Planalto tenta posar de defensor do povo ao anunciar taxação de “super-ricos”, mas não tem coragem de desmontar a engrenagem que ele mesmo ajudou a montar. Os cargos continuam fatiados, os ministérios divididos entre coronéis partidários, e o dinheiro público segue sendo moeda de troca. É sempre o mesmo teatro de moralidade, sem tocar nos pilares do sistema que sustenta tudo isso.
No fundo, Centrão não é adversário é a essência do governo e do Congresso. O Brasil precisa, com urgência, de uma reforma política real, que rompa esse ciclo de interesses privados e devolva ao cidadão a prioridade do Estado. Porque, até prova em contrário, todos são do Centrão até Lula. #ANTONIODEDEUS
DIREITOS HUMANOS Roque Aras, um nordestino
CREDIBILIDADE STF em baixa: da confiança institucional à crise de credibilidade
JUSTIÇA INCLUSIVA A Justiça na praça: quando o sistema de justiça encontra o povo
Mín. 23° Máx. 32°