
O governo federal vai “sangrar” até o fim. Mais uma vez, o Congresso Nacional decidiu mostrar quem realmente manda no país. Mas não se trata de disputa de poder. O Congresso “respira” o Brasil — é o verdadeiro oxigênio da nação. Nosso Parlamento está muito à frente de muitos outros no mundo. Aqui, de fato e de direito, quem dá as cartas é o Congresso. Quando ele percebe que um governo está na contramão da história, principalmente no penúltimo e último ano de mandato, começa a mostrar as garras. Isso é natural. Quem pensa o contrário vive numa bolha, num mundo paralelo, onde acredita que dinheiro compra tudo — inclusive o país. Mas o Brasil não é vocacionado à tirania ou opressão.
Respirando “por aparelhos”? Até no streaming, em meio a séries ou filmes, surgem comerciais do governo federal. Nem isso ajuda a conter a sangria. O povo esquece rapidamente algumas votações? Talvez. Mas hoje, não basta reduzir o preço da luz, da água ou prometer “picanha”. Isso já não resolve. O problema é o cansaço generalizado. A imagem atual do governo provoca repulsa. Basta ver a reação das pessoas diante de certas imagens na TV — as palavras ditas são impublicáveis. Já estamos chegando a julho e até agora, nada mudou. As regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte já pensam diferente sobre o Brasil. E o Nordeste ainda decide as eleições? Não mais. Ontem foi uma noite histórica de independência parlamentar. Há governistas buscando judicializar a questão do IOF? Sim. Mas, no Legislativo, o governo Lula já acabou. E quem garante que ele sobreviverá onde muitos acham que ainda tem força?
É injusto taxar o Centrão de fisiológico. Ao contrário do que se propaga, muitas vezes é o Centrão quem encontra saídas viáveis para o país. Essa é a verdade.
Respirando “por aparelhos”? O governo está tão fragilizado que sequer consegue se expor. Todo parlamentar pensa na próxima eleição. E neste cenário, muita coisa se tornou indefensável. Eleição não é apenas uma questão de dinheiro. Quem, em sã consciência, hoje ou em 2026, fará campanha sem as cores verde e amarela? Quem ainda acredita que o Brasil é movido apenas por futebol e novelas, está completamente desconectado da realidade. As elites sociais, econômicas e intelectuais estão no streaming, e nem toda a propaganda institucional por lá surtirá efeito.
O horizonte do atual governo federal é sombrio — e há quem acredite que o pior ainda está por vir. É o que se ouve nos bastidores de Brasília. E ninguém em plena lucidez crê que o STF comprará uma briga com o Congresso Nacional. Muita coisa está se movendo nas sombras. E essa movimentação não aponta para quem muitos imaginam. Tampouco o povo quer os mesmos nomes que já passaram por Brasília. O anseio é por gente nova, por figuras diferentes.
Respirando “por aparelhos”? O governo ainda aposta na ignorância popular? Já não dá mais. A velha retórica da luta de classes perdeu o apelo. Ninguém acredita mais nessa falácia. O governo federal está enfraquecido. Em Brasília, ninguém mais responde às ligações ou recados vindos de Lula. Quando chega a esse ponto, é sinal de fim de feira. Governo fraco é sinônimo de ingovernabilidade e de mínimas chances de reeleição.
E a força da Igreja Católica? São apenas números. Na hora decisiva, prevalece o efeito manada. É o fundo do poço.
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