
A Câmara de Representantes dos Estados Unidos determinou o banimento do WhatsApp de todos os celulares institucionais usados por seus servidores. A decisão foi comunicada internamente na última segunda-feira (24) pelo Diretor Administrativo da Casa, que classificou o aplicativo como de “alto risco” para segurança e proteção de dados. Todos os dispositivos gerenciados pela Câmara deverão ter o app removido.
A recomendação partiu do Escritório de Cibersegurança da própria Câmara e teve como base preocupações técnicas com a forma como o WhatsApp gerencia os dados dos usuários. Apesar da criptografia de ponta a ponta nas mensagens, o órgão apontou a falta de transparência em seus mecanismos de segurança e a ausência de criptografia nos backups armazenados em nuvem como fatores decisivos para o veto.
A Meta, empresa responsável pelo aplicativo, reagiu publicamente e afirmou que o WhatsApp é aprovado para uso no Senado dos EUA. O porta-voz da empresa, Andy Stone, defendeu que o mensageiro oferece um nível de segurança superior ao de muitos outros apps aprovados para uso na Câmara, como Microsoft Teams, Signal e FaceTime — alguns dos quais nem sempre aplicam criptografia em chamadas ou mensagens em grupo.
A decisão segue uma tendência recente do Legislativo americano de restringir o uso de ferramentas digitais consideradas sensíveis, como o TikTok, o chatbot DeepSeek e até o ChatGPT, que teve seu uso limitado à versão paga. Embora o impacto prático para os servidores seja pequeno — já que o iMessage, da Apple, é amplamente utilizado —, o veto agrava o clima de tensão entre o governo e a Meta, que já enfrenta processos e pressões de diversas frentes do poder público norte-americano.
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