
A capacidade de armazenamento agrícola do Brasil registrou alta de 2,1% no segundo semestre de 2024 em comparação ao primeiro semestre do mesmo ano, atingindo 227,1 milhões de toneladas, segundo dados da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (12/6) pelo IBGE. O número de estabelecimentos também cresceu, alcançando 9.511 unidades, o que representa um aumento de 0,9% no mesmo período.
Entre os estados, o Rio Grande do Sul liderou em número de estabelecimentos de armazenagem, com 2.448 unidades, enquanto o Mato Grosso manteve a maior capacidade total, com 61,4 milhões de toneladas. Regionalmente, as maiores altas na capacidade de armazenamento foram registradas no Norte (7,5%), Nordeste (3,6%) e Centro-Oeste (1,2%). O Sul manteve estabilidade, e o Sudeste apresentou queda de 0,4%.
Apesar do crescimento na capacidade, os estoques totais de produtos agrícolas caíram 19,3% no segundo semestre de 2024, somando 36 milhões de toneladas frente aos 44,6 milhões do fim de 2023. O IBGE atribui a queda aos problemas climáticos que afetaram a safra deste ano. Milho lidera os estoques, com 17,7 milhões de toneladas, seguido por soja (7,3 milhões), trigo (5,7 milhões), arroz (1,7 milhão) e café (900 mil toneladas), que juntos somam 92,4% do volume monitorado.
Os silos continuam sendo a principal forma de armazenamento no país, concentrando 120,5 milhões de toneladas — o equivalente a 53,1% da capacidade total. Na comparação com o primeiro semestre de 2024, os silos apresentaram um aumento de 2,6% na capacidade.
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