
A Starlink, rede de satélites de internet da SpaceX, enfrenta um novo desafio apontado por cientistas da NASA: a atividade solar intensa pode reduzir a vida útil dos satélites em órbita baixa da empresa. Um estudo liderado pelo pesquisador Denny Oliveira, do Centro de Voos Espaciais Goddard, revelou que tempestades geomagnéticas causadas pelo ciclo solar estão acelerando a reentrada desses equipamentos na atmosfera terrestre.
O fenômeno está relacionado ao aumento da atividade magnética do Sol, que ocorre em ciclos de aproximadamente 11 anos. O mais recente teve seu pico no final de 2024 e provocou uma série de erupções solares. Essas erupções aumentam o arrasto atmosférico, fazendo com que os satélites sejam puxados para a Terra antes do tempo previsto. A expectativa é que a vida útil de cada unidade possa ser encurtada em até dez dias.
A preocupação se intensifica devido à escala da operação da Starlink. Atualmente, a rede conta com mais de 7 mil satélites em funcionamento, mas a meta da SpaceX é superar a marca de 30 mil unidades. Com tantas estruturas sujeitas à reentrada prematura, a empresa poderá ser forçada a revisar seu plano de reposição e avaliar impactos ambientais, especialmente se partes dos satélites não forem completamente queimadas na atmosfera.
No Brasil, a operação da Starlink segue em expansão. A Anatel autorizou recentemente a ampliação para 7.500 satélites em território nacional — antes, eram permitidos 4.408. O serviço oferece planos a partir de R$ 236 por mês para uso residencial, com a opção da nova antena compacta Starlink Mini. Para quem viaja, há planos com preços entre R$ 315 e R$ 576, dependendo do limite de dados contratado.
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