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CEO da Nothing cutuca a Apple: “Já foi criativa, hoje é burocrática”

Carl Pei critica falta de inovação no setor de smartphones e propõe um futuro sem aplicativos, com celulares mais inteligentes e focados na criatividade real

28/05/2025 às 08h26
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A Nothing, startup de tecnologia fundada em 2019 por Carl Pei, tem se destacado no mercado com uma proposta ousada: resgatar o encantamento que as pessoas sentiam ao conhecer tecnologias verdadeiramente inovadoras. Com foco em design arrojado e estratégias de preços acessíveis, a empresa busca romper com a mesmice do setor, apostando em soluções práticas e voltadas para públicos criativos.

Em entrevista à revista Wired, Carl Pei foi direto ao criticar a falta de inovação nas grandes empresas, especialmente a Apple. Segundo ele, a gigante de Cupertino se tornou burocrática e mais preocupada em manter sua posição do que em surpreender os consumidores. “As empresas criativas do passado se tornaram muito grandes e corporativas. Não inspiram mais a geração jovem”, afirmou o CEO, que se disse influenciado pelos primeiros lançamentos da Apple, como o iPod e o iPhone.

Para Pei, criatividade vai além do visual: trata-se de resolver problemas reais. Com isso em mente, a Nothing tem desenvolvido recursos como o Essential Space, presente no modelo Phone (2a), que facilita a organização de ideias de forma intuitiva. Ele também criticou o uso superficial da inteligência artificial por grandes marcas, citando como exemplo a “Apple Intelligence”, que, segundo ele, entregou pouco mais do que “emojis gerados por IA” após uma campanha publicitária grandiosa.

A visão de futuro da Nothing é ainda mais ambiciosa: um smartphone sem aplicativos. Pei acredita que, com os avanços da inteligência artificial, o sistema operacional será capaz de entender a rotina do usuário e executar tarefas automaticamente. Apesar de reconhecer que essa transição pode levar até dez anos, ele aposta na evolução do setor. Enquanto isso, a Nothing segue crescendo — com um salto de 150% no último ano — e consolidando sua missão de colocar a criatividade no centro da tecnologia.

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