
A Polícia Militar do Piauí cumpriu, na manhã desta terça-feira (27), uma ordem de desocupação de um terreno localizado próximo à rotatória da Universidade Federal do Piauí (UFPI), na Avenida Professor Arimateia Santos, zona Leste de Teresina. O local vinha sendo ocupado irregularmente por dezenas de famílias desde fevereiro deste ano, com barracas e pequenas construções improvisadas. A ordem judicial foi expedida pela 5ª Vara da Comarca de Teresina.
A ação de reintegração de posse teve início ainda nas primeiras horas do dia e contou com o apoio da Cavalaria, Corpo de Bombeiros e oficiais de Justiça. De acordo com o tenente-coronel Jamson Lima, responsável pela operação, a Polícia Militar notificou órgãos como o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Conselho Tutelar, buscando garantir que a ação fosse feita com cuidado e respeito às famílias. “Estamos tentando garantir que todos os ocupantes retirem seus pertences de maneira digna e humana”, afirmou o oficial.
Confira entrevista com exclusividade do tenente-coronel Jamson Lima:
Moradores afetados pela desocupação alegam que o terreno estava abandonado há décadas e que só recentemente passou a receber algum tipo de atenção. “A gente limpou a área, que estava coberta de mato há mais de 30 anos. Só agora, depois que viram tudo limpo, apareceram os supostos donos”, reclamou Cleber César, um dos representantes da ocupação. Ele afirma ainda que o terreno estava sendo utilizado para moradia por pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Por outro lado, Tiago Oliveira, representante dos proprietários da área, rebate as alegações e afirma que toda a documentação do terreno está regularizada. Segundo ele, parte da área pertence ao Estado e outra é de propriedade privada. “A documentação foi apresentada à Justiça, que deferiu a reintegração de posse. Tentamos negociar com os ocupantes, mas não houve acordo. Por isso, optamos pelo caminho judicial”, explicou.
A Polícia Militar informou que permanecerá no local até o cumprimento integral da ordem. Os ocupantes estão autorizados a retirar telhas, fios e objetos pessoais antes da demolição das estruturas. Enquanto isso, protestos foram registrados por parte das famílias removidas, que exigem uma solução habitacional e cobram maior sensibilidade por parte das autoridades diante da situação de vulnerabilidade enfrentada.







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