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Cabra de Damasco: a “raça de luxo” que vale R$ 250 mil e fascina criadores

Rara e exótica, a raça Shami combina dupla aptidão (leite e carne), resistência a climas áridos e genética refinada - atributos que elevam seu valor a mais de R$ 250 mil por exemplar.

24/05/2025 às 06h02
Por: Douglas Ferreira
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A cabra se Damasco possui estética bizarra - Foto: Reprodução
A cabra se Damasco possui estética bizarra - Foto: Reprodução

Originária dos oásis e planícies do Oriente Médio, a cabra de Damasco - também chamada Shami, Halep ou Baladi - conquistou status de “animal de luxo” ao redor do mundo. Exemplar raro em concursos e rebanhos, pode chegar a US$ 65 mil (R$ > 250 mil) em vendas. Mas o que justifica esse preço e como ela se sai sob o sol do Brasil?

Por que custa tão caro?

  1. Exclusividade genética: criada seletivamente por séculos para realçar traços exóticos, cada acasalamento bem-sucedido refina características únicas e valiosas.

  2. Dupla aptidão: oferece leite com teor elevado de gordura e proteína (até 1,5 L/dia), ideal para queijos artesanais, e carne macia de alta qualidade.

  3. Resistência: adaptada a climas áridos, tolera calor extremo e escassez de água - traços genéticos raros em caprinos convencionais.

  4. Status e competição: em países do Golfo, possuem prestígio cultural e são o “parabéns” das exposições, elevando seu valor a luxo comparável a animais de raça pura de grande renome.

Características que impressionam

  • Visual dramático: filhotes nascem com orelhas longas e rosto delicado; adultos exibem nariz proeminente, orelhas “encanadas” e crânio alongado, resultado de seleção estética para competições.

  • Tamanho: chega a 78 cm de altura no ombro, bem acima da média, conferindo mais rendimento em carne.

  • Genética superior: é matriz preferencial em cruzamentos com raças como Boer (Índia), gerando híbridos forjados para pesagem rápida e carne nobre.

Existe no Brasil? E como se comporta no nosso clima?

Sim. Pequenos criadores nacionais importaram poucos reprodutores - e os resultados foram promissores:

  • Adaptação: apesar de suas origens áridas, mostraram boa tolerância ao calor e umidade moderada do Nordeste e Centro-Oeste.

  • Desafios: exigem manejo cuidadoso (sombra, água limpa, suplementação mineral) para evitar estresse térmico e garantir produtividade máxima.

O mercado futuro

Com a expansão do agronegócio caprino no Brasil, a cabra de Damasco desponta como ativo genético de alto valor técnico e financeiro. Criadores que investem em genética Shami buscam:

  • Leite gourmet para nichos de alto padrão.

  • Carne diferenciada para restaurantes de carnes exóticas.

  • Exposições internacionais, onde seu visual singular é cobiçado por juízes.

Conclusão:
A cabra de Damasco transcende o conceito de animal de fazenda; é uma peça-chave em programas genéticos de excelência, um símbolo de prestígio em exposições e um exemplo de como valor interno (genética e produtividade) supera qualquer “bizarra” estética externa. Para quem busca inovação no caprinocultura, a aposta em Shami pode significar retornos acima do convencional - e um lugar de destaque no mercado global de raças.

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