
A Anvisa proibiu, desde a última segunda-feira (19), a comercialização de azeites das marcas Alonso e Quintas D’Oliveira em todo o país. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, impede não apenas a venda, mas também a distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos. A medida foi motivada por denúncias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que identificou origem desconhecida e informações enganosas nas embalagens.
Segundo a agência reguladora, as rotulagens dos azeites traziam como embaladora uma empresa com CNPJ inexistente, o que configura uma infração grave. Os produtos das duas marcas já haviam sido apreendidos em outubro de 2024, junto com outros dez rótulos considerados impróprios para consumo após análises físico-químicas que revelaram a baixa qualidade do conteúdo. O Mapa classificou os azeites como fora dos padrões legais de identidade e qualidade.
De acordo com especialistas, o azeite de oliva é o segundo produto mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado. Por isso, a Câmara Setorial de Olivicultura de São Paulo orienta os consumidores a ficarem atentos à embalagem, data de fabricação, tipo de vedação e à cor do vidro, que deve ser escuro. Também é importante desconfiar de preços muito baixos, evitar compras a granel e consultar a lista oficial de produtos apreendidos pelo governo.
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