
A investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelou que a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) está no centro de um esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários. Em 2024, a Ambec realizou descontos estimados em R$ 231,3 milhões, o equivalente a 8,8% do total feito por todas as associações.
As investigações apontam que os dados dos aposentados foram obtidos junto a servidores do INSS mediante o pagamento de propinas. Essas informações teriam sido utilizadas para cadastrar aposentados na Ambec e em outras associações semelhantes, sem o conhecimento dos beneficiários, permitindo descontos indevidos em seus contracheques.
A Ambec nega participação em fraudes e afirma que não pratica atividade ostensiva de captação, prospecção e afiliação de associados, atribuindo tais atividades a empresas privadas diversas. A entidade alega que, se qualquer fraude ocorreu, é "tão vítima quanto seus associados".
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, que revelou um esquema que pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024 . A Advocacia-Geral da União entrou com uma ação na Justiça buscando o bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens móveis e imóveis de 12 entidades associativas investigadas no esquema de fraude no INSS.
A Ambec é uma das associações investigadas na Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal. Foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em 13 estados e no Distrito Federal. As suspeitas levaram o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, a pedir demissão após ter sido afastado do cargo por ordem judicial.
O escândalo da fraude no INSS, também conhecido como "Farra do INSS" ou "Aposentão", refere-se a um esquema criminoso investigado pela Polícia Federal e pela CGU que desviou e lavou recursos do INSS mediante descontos irregulares, sem autorização, nos benefícios de aposentados e pensionistas, acarretando um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões no período de 2019 a 2024.
A investigação continua em andamento, e as autoridades buscam responsabilizar os envolvidos e ressarcir os prejuízos causados aos aposentados e pensionistas afetados pelo esquema.
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