
A edição de 2025 da Wine South America (WSA) marcará a estreia de vinícolas brasileiras de novas regiões produtoras, ampliando o mapa da vitivinicultura nacional. Pela primeira vez, participarão representantes da Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Serra Catarinense, Vales da Uva Goethe, Cerrado Goiano, Vale do São Francisco, Brasília e Agreste pernambucano. A feira acontece de 6 a 8 de maio, em Bento Gonçalves (RS), reunindo mais de 360 marcas nacionais e internacionais do setor.
Entre os destaques está o Agreste pernambucano, onde a Mello Vinícola, localizada em Garanhuns (PE), vem se consolidando com vinhos finos elaborados a partir de uvas europeias adaptadas à região semiárida. Cultivando variedades como Malbec, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir, Chenin Blanc e Chardonnay, a vinícola boutique apresentará quatro rótulos na feira e prepara uma inovação inédita: o amadurecimento de um Pinot Noir safra 2025 em ânforas de cerâmica, exaltando o terroir local.
Já o Distrito Federal marcará presença com um estande coletivo viabilizado pela Secretaria de Turismo, reunindo nove vinícolas, das quais oito atuam em estilo boutique. Com vinhedos cultivados por dupla poda, técnica que transfere a colheita para o inverno, os produtores aproveitam as condições do Planalto Central, como ampla variação térmica e solo bem drenado, para criar vinhos aromáticos, equilibrados e complexos. “Estamos com enorme expectativa para essa primeira participação”, comentou Ronaldo Triacca, da Villa Triacca.
Um dos grandes nomes do estande será a Vinícola Brasília, lançada em abril de 2024, que reúne dez produtores locais, incluindo Casa Vitor, Horus, Monte Alvor e Boa Vista da Mata. O projeto aposta em práticas sustentáveis, enoturismo e rótulos autorais que expressam o terroir único do Cerrado. “Queremos mostrar ao mundo a qualidade do nosso terroir, que ainda é pouco conhecida. Esta será uma virada de chave para Brasília no mercado de vinhos”, afirma Triacca, também idealizador da nova vinícola coletiva.
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