
O governo brasileiro está otimista com a possibilidade de ampliar as exportações para a China, especialmente de pescados e do DDG, um subproduto do etanol de milho. O tema foi tratado em reunião nesta terça-feira (22) entre o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, e a vice-ministra da Administração Geral da Alfândega chinesa (GACC), Lyu Weihong, em Brasília. Também esteve em pauta a possível habilitação de novos frigoríficos brasileiros para exportar carnes ao mercado chinês.
A visita ocorre em meio a tensões comerciais globais, com o Brasil se posicionando como parceiro estratégico em meio às restrições tarifárias dos Estados Unidos contra a China. Segundo Rua, mesmo sem estimativas formais de crescimento nas exportações, há espaço para que o Brasil amplie sua participação no mercado chinês, especialmente em carne de frango e suína, hoje dominado em grande parte pelos norte-americanos. “O Brasil pode apoiar, se assim a China desejar”, afirmou o secretário.
No caso da carne bovina, o Brasil já detém cerca de 50% do mercado chinês e pode ampliar ainda mais sua fatia, especialmente após a não renovação da habilitação de quase 400 frigoríficos dos EUA pela China. Rua também destacou o avanço nas tratativas para a adoção da certificação eletrônica entre os dois países e informou que o ministro Carlos Fávaro e empresários brasileiros estarão na China em maio, acompanhando a visita oficial do presidente Lula.
Sobre os impactos das novas tarifas impostas pelos EUA desde 2 de abril, Rua afirmou ser cedo para avaliar os efeitos nas exportações brasileiras. Ele destacou que não houve, até agora, manifestações de preocupação por parte dos setores afetados, como carne bovina, suco de laranja e café. “Acompanhamos os setores que podem ter impactos, mas ainda é prematuro tirar conclusões”, disse.
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