
Uma tecnologia criada para buscar água em planetas como Marte e Vênus está ajudando a resolver um dos maiores desafios urbanos aqui na Terra — e em Teresina. A capital do Piauí adotou um sistema de monitoramento por satélite, que usa imagens de alta resolução combinadas a um algoritmo avançado para identificar vazamentos de água invisíveis sob o solo. Com isso, é possível detectar pontos críticos de forma quase instantânea, permitindo uma ação rápida e precisa por parte das equipes da Águas de Teresina.
Desde que foi implementada, a tecnologia já permitiu localizar 400 vazamentos ocultos em apenas 203 pontos monitorados, com uma taxa de acerto de 87%, segundo Murilo Formiga, gerente do Centro de Controle Integrado da concessionária. Os reparos agora são feitos antes que o problema chegue aos moradores. Como resultado, o índice de perdas de água caiu de 64,1% em 2017 para 29% em 2024 — uma economia equivalente a 76 mil piscinas olímpicas. A tecnologia também é complementada pelo uso de geofones, aparelhos que captam o som de vazamentos subterrâneos, facilitando ainda mais as intervenções.
A meta da Águas de Teresina é reduzir o índice de perdas para 25% até 2027, com novos investimentos em tecnologia e capacitação de equipes. O caso de Teresina mostra como a inovação pode transformar a gestão de recursos hídricos em centros urbanos, promovendo sustentabilidade e servindo de exemplo para outras cidades brasileiras que enfrentam os mesmos desafios.
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