
Na manhã da última segunda-feira (21), um dos acidentes mais devastadores da história recente do município de Curimatá, no extremo Sul do Piauí, ceifou a vida de quatro jovens que seguiam viagem pela BR-135, no Oeste baiano. O automóvel em que estavam colidiu frontalmente com outro carro e, em seguida, com uma carreta carregada de arroz, no trecho da cidade de Riachão das Neves (BA). O impacto provocou a explosão do veículo, que foi tomado pelas chamas em poucos minutos. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.
As vítimas foram identificadas como Herick Bispo de Carvalho, Marisvaldo Lustosa Pereira, Ícaro Luís da Silva Guerra e Michele Guimarães Cavalcante. Ícaro e Michele eram namorados, o que amplificou ainda mais a dor da comunidade. Jovens, sonhadores e bastante queridos, os quatro eram amigos próximos e, segundo relatos de familiares, viajavam em busca de oportunidades e compromissos pessoais na Bahia.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o carro dos jovens teria invadido a contramão em um trecho sinuoso da rodovia, colidindo primeiro com um veículo menor e, logo depois, com a carreta. O acidente está sendo tratado como uma possível falha humana, mas a causa exata ainda está sob investigação. A violência da colisão e o posterior incêndio deixaram os corpos carbonizados, exigindo perícia detalhada para confirmação oficial da identidade das vítimas.
O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foi acionado e conseguiu conter as chamas, mas já era tarde. A rodovia foi interditada por horas para que o resgate e a limpeza da pista fossem realizados. Equipes espalharam serragem no trecho para conter os riscos provocados pelo derramamento de óleo.
O impacto do acidente foi imediato e brutal para a população de Curimatá, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes. A Prefeitura decretou luto oficial de três dias, com ponto facultativo na terça-feira (22). O clima na cidade é de consternação profunda, com homenagens nas redes sociais, missas e vigílias organizadas por amigos, professores e familiares. Escolas suspenderam atividades e comércios fecharam as portas em sinal de respeito.
A tragédia reacende o debate sobre as condições da BR-135, conhecida como "rodovia da morte" devido ao alto índice de acidentes, e também sobre a vulnerabilidade da juventude em busca de novos caminhos fora dos limites de suas cidades natais.
A história dos quatro amigos agora se junta às muitas histórias interrompidas nas estradas brasileiras, onde o asfalto, por vezes, engole não apenas veículos, mas futuros inteiros.
O impacto da tragédia na comunidade de Curimatá levou a Prefeitura Municipal a decretar Luto Oficial e ponto facultativo.
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