
De Norte a Sul, de Leste a Sudeste e até mesmo no Centro da cidade, os buracos tomam conta das vias. Algumas ruas se assemelham a tábua de pirulito. O que mais chama a atenção é que, nas principais avenidas de Teresina, os buracos se multiplicam a cada chuva. Diariamente, os cidadãos se deparam com novas crateras a céu aberto, algumas de grande proporção, que comprometem a segurança no já caótico trânsito da cidade mafrense.
Na Avenida Jerumenha, na zona Norte da capital, um conjunto de crateras próximo ao Hospital do Buenos Aires já provocou acidentes de carro e quedas de motociclistas. "A gente só ouve o barulho da pancada da suspensão dos carros", relata seu Adolfo Soares, morador das imediações. No extremo Sul, na Avenida Henry Wall de Carvalho, a situação é semelhante. Os buracos não apenas atrapalham o trânsito, mas também colocam em risco a vida da população.
Outro caso preocupante é o cruzamento das avenidas Petrônio Portela com Duque de Caxias, onde um buraco já está presente há quase um ano, já vai fazer aniversário, tornando-se uma herança da gestão do Dr. Pessoa. Enquanto isso, novos buracos aparecem com frequência, como os que surgiram recentemente na Avenida Marechal Castelo Branco, no bairro Primavera, próximo ao Atacadão. Os buracos são neófitos porém aumentam os riscos de acidentes, especialmente para motociclistas desavisados.
A população não esconde a insatisfação e reclama. O mototaxista Francisco de Abreu Silva desabafa: "eu não sei por que a prefeitura não faz uma operação tapa-buraco. Não custa nada e poupa vidas".
Já o motorista de aplicativos Carlos Eduardo Macêdo relata os prejuízos: "Já perdi dois pneus em menos de duas semanas". E pergunta: "quem vai me ressarcir o prejuíso de mais de R$ 1 mil?"
Outro que não esconde a revolta é o servidor público Amadeu Amorim que lamenta: "não adiantou mudar a gestão. A gente esperava que o novo prefeito fosse resolver isso de imediato, mas pelo visto estão esperando passar o período chuvoso".
Moradores dos bairros Santa Cruz e Promorar, na zona Sul de Teresina, também denunciam a situação precária das avenidas da região. A Avenida Henry Wall de Carvalho, que dá acesso ao bairro Santa Cruz, está em péssimas condições. O frentista Wilson Alves relata: "Já teve um rapaz que quebrou o ombro depois de cair com a moto em um buraco. Em outro caso, um carro bateu e derrubou um poste da Eletrobras".
Já na Avenida 11 de Junho, na divisa entre Santa Cruz e Promorar, o asfalto está cedendo e formando uma enorme cratera, agravada pelas chuvas. "Muitas pessoas irresponsáveis também jogam lixo nessa parte da avenida, o que piora a situação", denuncia a trabalhadora autônoma Leda Alves.
A Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb) informou que os reparos na Avenida Henry Wall de Carvalho estão programados e serão executados conforme a disponibilidade de massa asfáltica. Sobre a Avenida 11 de Junho, a Eturb afirmou que verificará a situação para planejar intervenções.
No entanto, a população questiona: "e o restante da cidade?" Quanto mais nos afastamos da área central, mais buracos encontramos. O problema parece longe de ser resolvido, enquanto motoristas e pedestres seguem enfrentando riscos diários.
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