
Se existisse um prêmio para o político que mais consegue afastar apoiadores com frases desastrosas, Lula estaria no topo do pódio. O presidente, que já tem um histórico de declarações infelizes dignas de um "tiozão do pavê", segue colecionando pérolas capazes de irritar até seus eleitores mais fiéis – principalmente as mulheres.
Lula já chamou Pelotas de "exportador de viado", agradeceu à natureza pelo Covid e agora parece ter resolvido que o problema do Brasil são... os bebês. Em seu mais recente show de palavras mal escolhidas, ele soltou a seguinte joia: "É preciso parar de ter filhos." Sim, porque o verdadeiro culpado pelo desemprego e pelos preços nas alturas não é a política econômica desastrosa, mas o berçário.
E por falar em preços altos, as mulheres, que historicamente deram um voto de confiança ao petista, não gostaram nem um pouco de ouvir que a solução para o supermercado mais caro é simplesmente não comprar. Brilhante! Porque, como todos sabemos, quem precisa alimentar uma família pode simplesmente ignorar a inflação e viver de luz, né?
Os dados confirmam a insatisfação: enquanto a popularidade de Lula desce ladeira abaixo, a rejeição entre o público feminino sobe mais rápido que o preço do arroz. Na última pesquisa, a aprovação do governo entre as mulheres despencou de 38% para 24% – um tombo tão feio que nem as desculpas esfarrapadas do PT estão dando conta de amenizar.
Mas calma, que tem mais. Além de soltar frases desastrosas, Lula também anda colecionando desafetos dentro do próprio governo. Ministros são fritados publicamente, mulheres são descartadas como peças de reposição e a credibilidade do presidente vai pelo mesmo ralo onde sumiram as promessas de campanha.
Enquanto isso, aliados como Gleisi Hoffmann tentam justificar o injustificável, dizendo que a culpa é das fake news e da "narrativa da oposição". O problema é que não precisa de fake news quando o próprio Lula entrega o material de graça.
A verdade é que, se continuar nessa toada, Lula corre o risco de perder o apoio do único grupo que ainda segurava a sua popularidade. E se até as mulheres, que sempre foram uma base forte para ele, estão pulando do barco, talvez esteja na hora do presidente repensar seu feeling político – ou, pelo menos, contratar um bom assessor de discurso antes que a próxima pérola enterre de vez sua aprovação.
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