
Caos na pista: acidente entre avião e veículo expõe falhas na segurança do Aeroporto do Galeão
Na noite da última terça-feira (11), um incidente alarmante escancarou fragilidades na segurança aeroportuária brasileira. Um avião da Gol, que se preparava para decolar com destino a Fortaleza (CE), colidiu com um veículo de manutenção no meio da pista do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. O impacto ocorreu por volta das 22h, e, apesar do susto, ninguém ficou ferido.
A cena remete à icônica poesia de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra". Mas, desta vez, não era uma pedra, e sim um veículo parado em uma das áreas mais sensíveis do transporte aéreo. A colisão obrigou o piloto a abortar a decolagem e comunicar imediatamente a torre de controle. No entanto, o caso levanta questões inquietantes: como um veículo foi autorizado a permanecer na pista? Quem falhou na prevenção desse risco? Quais serão as consequências para os responsáveis?
Muitos passageiros viveram momentos de terror. O procurador Átilla de Oliveira, um dos ocupantes da aeronave, descreveu a tensão: "Temi que algo pior acontecesse, principalmente por não dar tempo de o avião frear. Nos arredores do Galeão é mar, e a ideia de uma tragédia era aterrorizante". Já o chef Deivid Dias relatou o impacto: "Houve um barulho forte, sentimos a estrutura do avião vibrar. Depois, a tripulação nos acalmou e nos orientou a aguardar sentados". Por cerca de 30 minutos, os passageiros permaneceram dentro da aeronave antes de desembarcarem.
A RioGaleão, concessionária que administra o aeroporto, afirmou que a operação do terminal seguiu normalmente após o incidente. A Gol, por sua vez, garantiu que todos os protocolos de segurança foram seguidos e que ofereceu voos alternativos e acomodações para os passageiros impactados. No entanto, a resposta da administração aeroportuária está longe de ser satisfatória. O caso está sendo investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pelo Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).
O incidente reforça a necessidade urgente de revisão dos protocolos de segurança nos aeroportos do país. Uma aeronave colidindo com um veículo na pista não pode ser tratado como um "mero incidente". Esse tipo de situação poderia ter resultado em um desastre de proporções inimagináveis.
A pergunta que não quer calar é: até quando a negligência será tolerada nos aeroportos brasileiros?
Gol 1674 abortou decolagem. Tinha um carro no meio da pista. O relato seco do piloto à torre de controle, captado em áudio, resume o absurdo do ocorrido. O Brasil não pode mais conviver com improvisos quando o assunto é segurança aérea.






POUSO DE EMERGÊNCIA Piloto aciona paraquedas de avião após pane e faz pouso de emergência em Minas Gerais
ACIDENTE AÉREO Relatório do Cenipa expõe sequência de falhas que transformou voo da Voepass em tragédia anunciada
ACIDENTE AÉREO Tragédia no céu do Rio: colisão entre helicópteros deixa seis mortos
AEROPORTO FRANKFURT Nariz de Boeing despenca em aeroporto da Alemanha e deixa tripulantes feridos
ALERTA Cortes de Lula aumentam risco de falhas na aviação e acendem alerta para segurança dos voos
AVIAÇÃO Aeroporto de Porto Alegre supera movimento pré-enchentes
AVIAÇÃO Investigação acende alerta na aviação: fadiga de pilotos entra na mira do Ministério Público do Trabalho
AEROPORTO DE DENVER Homem é atropelado por avião nos EUA e tragédia reacende alerta sobre sequência de acidentes aéreos
AVIAÇÃO Entenda as novas regras para uso de power bank em aviões no Brasil Mín. 24° Máx. 39°