
A Latam Cargo tem registrado um aumento significativo no transporte de produtos agropecuários, especialmente frutas, impulsionado pela crescente demanda global por alimentos frescos. De acordo com Cláudio Torres, vice-presidente internacional para a América do Sul, o segmento já representa entre 60% e 70% das vendas de serviços logísticos da companhia no Brasil e deve continuar crescendo entre 5% e 10% ao ano.
Em 2024, a Latam Cargo movimentou 207,17 mil toneladas de cargas em aeroportos brasileiros, um crescimento de 24,21% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As frutas exportadas têm como principais destinos os mercados europeu e americano, sendo transportadas por 44 voos semanais para o continente europeu. O tempo total de logística, da coleta até a entrega no destino final, não ultrapassa dois dias, garantindo a qualidade dos produtos.
A expertise da companhia no transporte de perecíveis começou no Chile, ainda como LAN, e se expandiu para Peru, Equador e Colômbia, consolidando-se no Brasil após a fusão com a TAM em 2012. Atualmente, a empresa transporta itens como manga, mamão, atum e tilápia, além de ovos férteis para o México. No segmento de exportação aérea de frutas, a Latam Cargo detém uma participação de 22%, chegando a 25% no transporte de mamão.
Agora, a companhia mira a Ásia como um novo mercado estratégico para suas operações. O crescimento da demanda por frutas em países asiáticos, já observado no Chile, Equador e Colômbia, abre caminho para que o Brasil amplie suas exportações para a região. No entanto, o avanço depende da assinatura de acordos sanitários entre governos e da ampliação da oferta de voos comerciais para esses destinos.
Com uma frota de 344 aeronaves, sendo 21 cargueiros, a Latam prevê crescimento para 368 aviões até 2026. Atualmente, 95% das exportações brasileiras da companhia são realizadas em aviões de passageiros, com capacidade para até 30 toneladas de carga. A empresa opera voos de exportação a partir de aeroportos como Guarulhos (SP), Fortaleza (CE) e Viracopos (SP), enquanto suas importações desembarcam em cidades como Vitória (ES), Manaus (AM) e Recife (PE).
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