
A safra de soja 2024/25 no Nordeste promete resultados expressivos, enquanto o clima adverso desafia outras regiões do Brasil. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nordestina pode crescer 7,5% em comparação ao ciclo anterior, alcançando quase 17 milhões de toneladas.
A Bahia lidera o otimismo, com expectativa de colher 8,27 milhões de toneladas, um aumento de 10,6% em relação à safra passada. Apesar das chuvas intensas, a vice-presidente do sindicato rural de Barreiras, Rosi Cerrato, destaca as excelentes condições das lavouras no oeste do estado. “Se parar de chover em três dias, podemos ter uma safra recorde, com produtividade de até 70 sacas por hectare”, afirma Cerrato. A colheita na Bahia já começou, com 3% concluídos até domingo, superando os 0,1% registrados no mesmo período do ano passado.
No Maranhão, as expectativas também são positivas. Em Balsas, um dos maiores polos de produção de soja do estado, as chuvas irregulares no início do plantio deram lugar ao excesso de umidade desde janeiro, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. “Estamos esperançosos por uma ótima produtividade, de 58 sacas por hectare, com mais 40 dias para confirmar o rendimento”, diz Daniel Marcos Lech, presidente do sindicato rural local.
Diferentemente da Bahia, a colheita no Maranhão ainda não começou. De acordo com Lech, as máquinas devem entrar nos campos no início de fevereiro. O estado deve colher 4,67 milhões de toneladas, um aumento de 6,2% em relação ao ciclo 2023/24, conforme dados da Conab.
Enquanto isso, outras regiões enfrentam desafios: a chuva em Mato Grosso atrasa a colheita, e a seca no Sul do Brasil preocupa os produtores. No entanto, no Nordeste, o cenário é de otimismo, com uma safra promissora que pode consolidar a região como um polo estratégico na produção nacional de soja.
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