
A violência, tão presente na rotina de muitas famílias brasileiras, encontrou mais uma vítima em São Félix do Araguaia, no interior do Mato Grosso. Um casal foi brutalmente assassinado a tiros dentro de sua propriedade rural, na frente do filho de apenas 12 anos. O crime aconteceu nesta segunda-feira (20) e deixou a comunidade do assentamento em choque.
As vítimas foram identificadas como Romildo Borges Martins, de 40 anos, e Crislene Aparecida Ferreira Alves, de 39 anos. O casal vivia no assentamento e foi surpreendido pelo assassino, cuja identidade ainda não foi divulgada oficialmente pelas autoridades.
Segundo o relato do filho, que presenciou o assassinato, tudo aconteceu de forma rápida e cruel. Ele contou à polícia que viu o pai ser alvejado próximo à cerca da propriedade. Em seguida, presenciou o suspeito virar a arma contra a mãe e disparar fatalmente. Assustado e temendo pela própria vida, o menino fugiu e se escondeu, enquanto o autor dos disparos fugia em direção à mata.
Testemunhas informaram que o assassino não estava sozinho. Ele teria chegado ao local acompanhado de sua companheira, que deixou o local em uma caminhonete logo após ouvir os disparos. A presença de outra pessoa no crime e os detalhes fornecidos pelo menino podem ser cruciais para a investigação, conduzida pela Polícia Civil.
Agora órfão e vulnerável, o garoto de 12 anos é a maior vítima das consequências desse ato bárbaro. Exposto a um trauma profundo, o impacto psicológico dessa violência será uma ferida difícil de cicatrizar. Especialistas em psicologia alertam para a necessidade de acompanhamento urgente, pois crianças expostas a situações tão extremas correm risco de desenvolver transtornos graves, como ansiedade, depressão e síndrome do estresse pós-traumático.
Embora as circunstâncias que levaram ao crime ainda não estejam completamente esclarecidas, a brutalidade dos assassinatos sugere motivações graves, como disputas de terra ou conflitos interpessoais. A Polícia Civil segue empenhada na captura do suspeito, que permanece foragido.
Este caso não é apenas mais um número nas estatísticas da violência, mas um retrato cruel de um sistema que falha em proteger as famílias mais vulneráveis. A história de Romildo, Crislene e seu filho é um apelo silencioso por justiça, segurança e políticas públicas que garantam o direito de viver sem medo.
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