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Polícia HIDROVIAS DO PÓ

Rios da Amazônia viram hidrovias do tráfico internacional de drogas

Apreensão de mais de uma tonelada de entorpecentes no Rio Solimões evidencia desafio no combate ao narcotráfico na região

25/01/2025 às 13h14
Por: Douglas Ferreira
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Mais de uma tonelada apreendida numa única operação - Foto: Reprodução
Mais de uma tonelada apreendida numa única operação - Foto: Reprodução

Os rios e igarapés da Amazônia, antes conhecidos por sua beleza natural, tornaram-se verdadeiras "hidrovias do pó", transportando cocaína e maconha produzidas em países como Peru e Colômbia. Na noite desta sexta-feira (24), uma operação integrada entre o Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e a Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de mais de uma tonelada de drogas, além de quatro fuzis e munições, em um trecho do Rio Solimões, no município de Manacapuru, Amazonas.

O destino da droga e a origem do confronto

A inteligência da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO) vinha monitorando a movimentação dos narcotraficantes. A droga, oriunda de países vizinhos como Peru e Colômbia, tinha como provável destino o mercado interno brasileiro e países europeus. Durante o cerco policial, os criminosos, ao avistarem as luzes da embarcação das autoridades, reagiram com tiros, dando início a uma intensa troca de disparos.

Em meio ao confronto, a embarcação dos criminosos pegou fogo, e os suspeitos pularam no rio para escapar. Apesar do tiroteio, nenhum policial ficou ferido, mas os criminosos conseguiram fugir. A estimativa das autoridades é que ao menos cinco indivíduos faziam parte do grupo.

O destino das drogas e a dinâmica da operação

Após controlar o fogo, os policiais recuperaram maconha tipo skunk, cocaína, armas e munições. O Coronel Alysson Lima, comandante do CPE, explicou que parte significativa da carga pode ter se perdido no fundo do rio devido ao naufrágio da embarcação. A cocaína, por ser mais densa, afunda na água, enquanto o skunk flutua, facilitando sua recuperação.

A operação revelou a complexidade da logística do tráfico na região, que utiliza rotas fluviais para escapar da fiscalização terrestre. Embora ninguém tenha sido preso, as investigações continuam, com a Polícia Federal empenhada em identificar os responsáveis pela carga milionária.

A impunidade e o avanço do narcotráfico

O episódio escancara a força do tráfico internacional e os desafios enfrentados pelas autoridades para combatê-lo em uma região de geografia difícil e vastidão quase incontrolável. Os rios amazônicos, que já foram sinônimo de vida e integração, agora também refletem a dura realidade de um sistema que ainda luta para conter a expansão das redes criminosas.

A droga apreendida será destruída, conforme protocolos de segurança, mas o impacto dessa operação vai além da quantidade recuperada: evidencia a necessidade de um combate integrado e contínuo contra o tráfico que cruza fronteiras e ameaça a segurança nacional.

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