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Estiagem no Rio Grande do Sul devasta lavouras e afeta pecuária

Produtores rurais enfrentam perdas de até 80% na soja e prejuízos na pecuária devido à falta de chuvas, enquanto aguardam por soluções em meio a um cenário crítico

24/01/2025 às 08h52 Atualizada em 24/01/2025 às 13h14
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Produtores rurais do Rio Grande do Sul, registraram em vídeo os impactos da estiagem prolongada em suas lavouras de soja. Nas imagens, é possível observar uma pequena parte da plantação, localizada próxima a um banhado, que apresenta bom desenvolvimento graças à umidade do solo. No restante das áreas, o cenário é de grandes prejuízos, com plantas visivelmente comprometidas pela seca.

Os produtores relatam que já são mais de 40 dias sem chuvas significativas, com apenas algumas garoas pontuais nesse período. As áreas totais de lavouras de soja enfrentam uma estimativa de perdas de até 80%, e mesmo que as chuvas retornem, o tempo perdido não será recuperado. Muitos já preveem uma colheita marcada por severos prejuízos, com início previsto para março.

Além das perdas nas lavouras, a estiagem também impacta outras atividades das propriedades. Na pecuária de corte, pastagens de baixa qualidade comprometem o ganho de peso do gado, com perdas estimadas em 25%. Até mesmo açudes estão quase secos, afetando a criação de peixes e aumentando a preocupação dos produtores com os compromissos financeiros assumidos.

De acordo com a Emater-RS, o Rio Grande do Sul enfrenta um cenário mais complexo do que em anos anteriores. O déficit hídrico, somado a temperaturas elevadas e chuvas mal distribuídas, já compromete grande parte das lavouras. Atualmente, apenas 25% da área plantada de soja no Estado apresenta condições favoráveis, enquanto metade está em estado crítico, com risco de perdas irreversíveis.

Especialistas alertam que as condições climáticas atuais têm prejudicado o desenvolvimento das plantas, que necessitam de luz, água e temperaturas equilibradas para crescer. Com calor excessivo e baixa umidade, muitas lavouras estão perdendo folhas e flores, comprometendo a produção. No noroeste gaúcho, a situação é especialmente preocupante devido à drástica redução da umidade do solo.

Apesar das dificuldades, uma frente fria pode trazer alguma chuva nos próximos dias, mas os volumes previstos são irregulares e insuficientes para reverter o quadro. Enquanto isso, os produtores seguem enfrentando desafios diários, contabilizando prejuízos e buscando alternativas para minimizar os impactos da estiagem.

Confira o vídeo de um produtor rural mostrando os efeitos da seca em sua propriedade.

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