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Polícia PALIATIVO

DRACO apaga símbolos facções que marcam território na periferia de Teresina

O domínio das facções é evidente e população exige uma ação maior e mais eficiente das forças de segurança do Estado no combate aos faccionados

23/01/2025 às 08h19 Atualizada em 23/01/2025 às 11h17
Por: Douglas Ferreira
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Ação do DRACO é importante mas não resolve o problema das facções na periferia de Teresina - Foto: Reprodução
Ação do DRACO é importante mas não resolve o problema das facções na periferia de Teresina - Foto: Reprodução

A atuação de facções criminosas na periferia de Teresina é um problema notório e visível. Os grupos organizados como CV, PCC, B40 e outros não apenas dominam os bairros, mas fazem questão de demonstrar poder por meio de pichações que exibem suas insígnias. Essas marcas funcionam como uma demarcação de território e também como uma forma de intimidar a comunidade local, que vive sob o medo e o controle desses grupos.

Em resposta a essa situação, o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) realizou, na quarta-feira (22/01), uma ação para remover pichações de facções criminosas em bairros da zona Sul de Teresina, como Três Andares, Vila da Paz, Vila Costa Rica, Vila Jerusalém e Parque Rodoviário. A operação, batizada de "Draco 176", foi iniciada em 16 de janeiro e já resultou na prisão de 12 pessoas até o momento.

Retirar pichações: solução ou paliativo?

A remoção das marcas das facções é vista como um esforço importante, mas paliativo. Mesmo com os "apagões" promovidos pela polícia, a estrutura do crime organizado permanece intacta, com os criminosos ainda ditando as regras e espalhando o terror pela comunidade.

Uma questão que surge é: por que não utilizar os próprios faccionados presos para realizar essa tarefa? Além de ser uma medida simbólica, obrigá-los a remover as pichações poderia ser uma forma de desmoralizar o domínio que eles tentam impor nas comunidades. No entanto, há dúvidas sobre possíveis impedimentos legais para essa prática.

A perspectiva do DRACO

O coordenador do DRACO, delegado Charles Pessoa, destacou que o trabalho de monitoramento continuará e será intensificado. “Vamos intensificar o nosso trabalho com algumas medidas cautelares, entre elas, prisões desses criminosos”, afirmou o delegado.

Embora a operação mostre o esforço das autoridades para enfrentar o problema, a população continua aguardando soluções mais efetivas para desarticular as facções criminosas que têm transformado a periferia de Teresina em um campo de batalha silencioso. A remoção das marcas é um pequeno passo, mas o desafio maior está em enfraquecer a influência desses grupos e devolver a paz às comunidades.

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