
A prisão temporária de Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos, acusado de envenenar e matar quatro membros de sua própria família em Parnaíba, foi mantida após audiência de custódia. O juiz Fernando José Alves da Silva considerou a prisão legal, apontando não haver sinais de irregularidades no processo.
As investigações apontam um cenário sombrio, no qual Francisco teria utilizado veneno popularmente conhecido como “chumbinho” na comida das vítimas, levando à morte de quatro familiares. Entre as provas coletadas pela polícia estão vestígios do veneno encontrados na residência, contradições em seus depoimentos e o histórico de comportamento agressivo e humilhações frequentes contra os familiares.
O delegado Abimael Silva destacou que o principal motivo para o crime seria o desprezo que Francisco nutria pelas vítimas, especialmente pela enteada Francisca. Em depoimento, Francisco admitiu sentir “nojo e raiva” da jovem, reforçando o entendimento da polícia de que ele tinha motivação suficiente para o ato.
Além disso, o suspeito forneceu três versões distintas do ocorrido, todas inconsistentes, o que contribuiu para a manutenção de sua prisão enquanto o caso é investigado.
Na casa de Francisco, a polícia encontrou traços do veneno utilizado no crime. Questionado sobre as evidências, ele tentou justificar, mas suas explicações foram contraditórias. A polícia também está analisando o contexto familiar, marcado por tensões e conflitos constantes, para entender o que pode ter levado ao desfecho trágico.
Além dos quatro mortos, outras pessoas que estavam na residência foram envenenadas, mas conseguiram sobreviver. Elas permanecem hospitalizadas, algumas ainda em estado grave. Relatos preliminares indicam que os sobreviventes estão colaborando com as investigações, fornecendo detalhes sobre o comportamento e as ações de Francisco antes e depois do ocorrido.
Descrito como uma figura de personalidade “complexa” e “intrigante”, Francisco demonstrava atitudes hostis e humilhantes, especialmente em relação à enteada e a outros membros da família. As autoridades acreditam que esses comportamentos estão diretamente ligados à motivação para o crime.
O caso segue com novas perícias e depoimentos. Enquanto isso, Francisco de Assis Pereira da Costa permanece preso, em meio a uma investigação que tenta desvendar todos os detalhes dessa tragédia que chocou Parnaíba e o Brasil.
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