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Polícia SUSPEINO Nº 1

Tragédia em Parnaíba: Padrasto é preso suspeito de envenenar arroz que matou quatro pessoas da mesma família

Polícia investiga motivação e detalha uso de terbufós, composto químico usado em inseticidas e nematicidas, na contaminação

08/01/2025 às 13h11 Atualizada em 09/01/2025 às 11h57
Por: Douglas Ferreira
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Francisco de Assis Pereira da Costa segue preso preventivamente e nega qualquer participação no envenenamento coletivo - Foto: Reprodução
Francisco de Assis Pereira da Costa segue preso preventivamente e nega qualquer participação no envenenamento coletivo - Foto: Reprodução

Um crime que abalou Parnaíba, no litoral do Piauí, chocou o país. Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (8), suspeito de envenenar um prato de arroz que levou à morte de quatro pessoas de sua própria família. O caso, que ainda levanta mais perguntas do que respostas, está sendo tratado como homicídio pela Polícia Civil do Piauí (PCPI).

O que aconteceu?

No almoço de Ano Novo, no dia 1º de janeiro, onze pessoas se reuniram para celebrar. Dessas, nove consumiram o prato de baião de dois (arroz com feijão) preparado com sobras do jantar de réveillon. Horas depois, os primeiros sintomas de envenenamento apareceram. Quatro pessoas morreram e uma criança de quatro anos permanece internada em estado grave na UTI pediátrica do Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

O veneno e as evidências

Análises laboratoriais revelaram a presença de terbufós, um inseticida altamente tóxico, conhecido como componente do veneno popularmente chamado de ‘chumbinho’. Vestígios da substância foram encontrados na residência de Francisco, reforçando as suspeitas contra ele.

A polícia também apreendeu embalagens do veneno, o que será utilizado como prova no processo. Segundo as investigações, o produto pode ter sido adquirido clandestinamente, e os investigadores apuram como Francisco teve acesso à substância letal.

Francisco confessou o crime?

Até o momento, Francisco de Assis Pereira nega qualquer envolvimento no envenenamento. No entanto, sua própria hospitalização, ocorrida após consumir a mesma comida, levantou hipóteses de que ele possa ter agido para afastar suspeitas sobre si. O homem recebeu alta médica no dia seguinte e não apresentou sintomas tão graves quanto os demais.

Motivação do crime

A polícia investiga se Francisco teria agido movido por conflitos familiares ou interesses financeiros. Testemunhas estão sendo ouvidas, e os investigadores tentam identificar se houve um planejamento premeditado ou um ato impulsivo.

Ele agiu sozinho?

Outro ponto em apuração é se Francisco contou com a ajuda de terceiros para cometer o crime. Até o momento, não há evidências de cúmplices, mas as autoridades mantêm essa linha de investigação aberta.

O impacto na família e na comunidade

O caso abalou profundamente a família e os moradores de Parnaíba. A tragédia levantou debates sobre segurança alimentar, regulação do uso de agrotóxicos e o impacto emocional causado por crimes dentro do núcleo familiar.

O que esperar agora?

A PCPI através do DHPP continua investigando o caso. Enquanto isso, Francisco permanece preso preventivamente, aguardando a conclusão das investigações. A esperança é que a justiça traga respostas e consolo para os familiares e amigos das vítimas.

A comunidade segue em choque, enquanto as autoridades trabalham para esclarecer todas as circunstâncias desse crime que manchou de sangue as comemorações de Ano Novo  de uma família parnaibana.

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