
Um crime que abalou Parnaíba, no litoral do Piauí, chocou o país. Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (8), suspeito de envenenar um prato de arroz que levou à morte de quatro pessoas de sua própria família. O caso, que ainda levanta mais perguntas do que respostas, está sendo tratado como homicídio pela Polícia Civil do Piauí (PCPI).
No almoço de Ano Novo, no dia 1º de janeiro, onze pessoas se reuniram para celebrar. Dessas, nove consumiram o prato de baião de dois (arroz com feijão) preparado com sobras do jantar de réveillon. Horas depois, os primeiros sintomas de envenenamento apareceram. Quatro pessoas morreram e uma criança de quatro anos permanece internada em estado grave na UTI pediátrica do Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Análises laboratoriais revelaram a presença de terbufós, um inseticida altamente tóxico, conhecido como componente do veneno popularmente chamado de ‘chumbinho’. Vestígios da substância foram encontrados na residência de Francisco, reforçando as suspeitas contra ele.
A polícia também apreendeu embalagens do veneno, o que será utilizado como prova no processo. Segundo as investigações, o produto pode ter sido adquirido clandestinamente, e os investigadores apuram como Francisco teve acesso à substância letal.
Até o momento, Francisco de Assis Pereira nega qualquer envolvimento no envenenamento. No entanto, sua própria hospitalização, ocorrida após consumir a mesma comida, levantou hipóteses de que ele possa ter agido para afastar suspeitas sobre si. O homem recebeu alta médica no dia seguinte e não apresentou sintomas tão graves quanto os demais.
A polícia investiga se Francisco teria agido movido por conflitos familiares ou interesses financeiros. Testemunhas estão sendo ouvidas, e os investigadores tentam identificar se houve um planejamento premeditado ou um ato impulsivo.
Outro ponto em apuração é se Francisco contou com a ajuda de terceiros para cometer o crime. Até o momento, não há evidências de cúmplices, mas as autoridades mantêm essa linha de investigação aberta.
O caso abalou profundamente a família e os moradores de Parnaíba. A tragédia levantou debates sobre segurança alimentar, regulação do uso de agrotóxicos e o impacto emocional causado por crimes dentro do núcleo familiar.
A PCPI através do DHPP continua investigando o caso. Enquanto isso, Francisco permanece preso preventivamente, aguardando a conclusão das investigações. A esperança é que a justiça traga respostas e consolo para os familiares e amigos das vítimas.
A comunidade segue em choque, enquanto as autoridades trabalham para esclarecer todas as circunstâncias desse crime que manchou de sangue as comemorações de Ano Novo de uma família parnaibana.







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