
2024 é oficialmente o ano mais quente registrado no Brasil, de acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) nesta sexta-feira (3). O levantamento, que também utilizou dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), aponta que a temperatura média no país atingiu 25,02°C, superando a média histórica de 1991-2020, que era de 24,23°C. Este aumento coloca 2024 no topo da lista dos anos mais quentes já registrados, ultrapassando 2023, que registrou uma média de 24,92°C.
A principal explicação para o aumento das temperaturas está associada à influência do fenômeno El Niño. Em 2024, assim como no ano anterior, o El Niño apresentou intensidade classificada entre forte e muito forte, impactando significativamente o clima no Brasil e ao redor do mundo. Essa condição contribuiu para 16 meses consecutivos de temperaturas globais recordes, de junho de 2023 a setembro de 2024.
O impacto das mudanças climáticas também é evidente nos eventos extremos registrados no Brasil. Entre abril e maio de 2024, enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul foram relacionadas a um aumento de duas vezes na probabilidade de chuvas intensas devido às alterações climáticas. No Pantanal, os incêndios florestais em junho cresceram 40% em relação à média histórica, enquanto a Amazônia Ocidental enfrentou condições que aumentaram em até 20 vezes a chance de incêndios entre março de 2023 e fevereiro de 2024.
Globalmente, a situação é igualmente preocupante. Desde junho de 2023, cada mês subsequente tem registrado temperaturas recordes, evidenciando o que especialistas chamam de emergência climática. Esses números refletem a tendência alarmante de aquecimento acelerado, colocando em risco ecossistemas e comunidades em todo o planeta.
No Brasil, o cenário aponta para um futuro ainda mais desafiador. Estudos climáticos indicam que o país pode enfrentar temperaturas próximas de 50°C em um futuro próximo, caso não sejam adotadas medidas robustas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e limitar o aquecimento global.
MICROBIOMA Homem de Gelo morreu há 5.300 anos, mas seus micróbios continuam vivos
SERIEDADE! CIA e FBI: apenas ficção?
CURIOSIDADE Estudo revela que pulsos humanos ainda carregam marcas da evolução dos primatas; entenda Mín. 23° Máx. 32°