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Polícia TRAGÉDIA FAMILIAR

Mistério mortal no Piauí: nova onda de intoxicações fatais atinge família marcada por envenenamentos

Após a morte de duas crianças por caju envenenado em 2023, um adulto e uma criança morrem ao ingerir peixe doado. Polícia investiga ligação entre os casos e busca esclarecer se há um padrão macabro por trás das tragédias

01/01/2025 às 18h42 Atualizada em 01/01/2025 às 18h58
Por: Douglas Ferreira
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Família no Piauí volta a ser alvo de intoxicação e duas mortes levantam suspeitas de envenenamento em série - Foto: Reprodução
Família no Piauí volta a ser alvo de intoxicação e duas mortes levantam suspeitas de envenenamento em série - Foto: Reprodução

Uma tragédia envolvendo suspeita de envenenamento voltou a abalar o no conjunto Dom Rufino na cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí. Na tarde desta quarta-feira (1º), um homem adulto e uma criança de apenas 2 anos morreram após apresentarem sintomas de intoxicação. Outras sete pessoas da mesma família foram socorridas e encaminhadas para o Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Heda).

O delegado Renato Pinheiro, responsável pelo caso, informou que as vítimas teriam consumido peixes recebidos na noite anterior como doação, juntamente com uma cesta básica. O adulto morreu ainda dentro da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Já a criança chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu após sofrer insuficiência respiratória e parada cardíaca.

A Polícia Civil confirmou que as vítimas fatais eram parentes de Ulisses Gabriel, de 8 anos, e João Miguel, de 7 anos, que morreram em 2024 após comerem cajus envenenados. A criança de 2 anos era irmão dos meninos e o adulto, primo.

Investigação e suspeitas
As autoridades investigam se há conexão entre os casos. O delegado Renato Pinheiro afirmou que a polícia trabalha com múltiplas hipóteses, incluindo a possibilidade de um envenenamento proposital. Uma testemunha relatou que um homem não identificado teria feito a entrega da cesta básica e do peixe à família em um carro modelo Palio, cor prata.

As câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar o responsável pela doação. O delegado também revelou que foi encontrada uma coloração anormal no arroz consumido pela família, que já está sendo periciado.

Fenômeno ambiental e envenenamento premeditado
Outra linha de investigação analisa um possível fenômeno ambiental que teria contaminado os peixes. A região tem registrado mortes em massa de peixes na lagoa do Bebedouro, levantando suspeitas de contaminação na água. No entanto, os peixes ingeridos pela família são de água salgada, o que dificulta uma correlação direta.

Além disso, as autoridades não descartam a possibilidade de envenenamento premeditado, levando em consideração o histórico de ataques contra a família. A polícia concluiu que as mortes dos meninos Ulisses e João Miguel foram causadas por veneno do tipo chumbinho, aplicado em cajus. A vizinha Lucélia Maria da Conceição Silva foi indiciada por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Estado de saúde dos sobreviventes
Entre os sete familiares internados, estão duas mulheres e crianças, incluindo a mãe das vítimas anteriores, Francisca Alves. Eles permanecem sob observação no hospital, apresentando sintomas como vômitos, tontura e salivação excessiva.

O Instituto Médico Legal (IML) recolheu os corpos das vítimas e amostras do alimento consumido para análise. A Polícia Civil mantém as investigações e trabalha para determinar se os casos estão conectados ou se as mortes recentes têm outra causa.

Conclusão
As novas mortes lançam um alerta sobre o risco de envenenamentos em série e reforçam a urgência de respostas rápidas e concretas. Enquanto as autoridades correm contra o tempo para esclarecer o caso, a comunidade permanece em choque e temerosa diante da possibilidade de novos ataques. A polícia promete intensificar os esforços para identificar o responsável pela doação e garantir a segurança dos sobreviventes.

 

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