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PIB da agropecuária cai 0,9% no 3º trimestre

Sazonalidade de culturas chave contribui para o recuo, mas economia brasileira segue em crescimento

03/12/2024 às 10h30
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária do Brasil registrou uma queda de 0,9% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano. Quando comparado ao mesmo período de 2023, o recuo foi de 0,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletindo o impacto da sazonalidade na produção agropecuária.

Entre os produtos que contribuíram para essa retração estão a cana-de-açúcar (-1,2%), o milho (-11,9%) e a laranja (-14,9%), cujas quedas superaram o desempenho positivo de culturas como o algodão (14,5%), o trigo (5,3%) e o café (0,3%). Essas culturas também têm safras significativas no período, mas não foram suficientes para compensar o impacto negativo geral, conforme apontado pelo IBGE.

Na análise anual, o setor agropecuário passou por uma revisão nos dados de 2023, com o crescimento ajustado de 15,1% para 16,3%. Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a revisão foi possível devido à inclusão de novas fontes estruturais, como a Produção Agrícola Municipal, a Produção da Pecuária Municipal e a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, substituindo dados conjunturais anteriores.

O PIB brasileiro como um todo apresentou crescimento de 0,9% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, já considerando o ajuste sazonal. Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, o crescimento foi de 4%, marcando a 15ª alta consecutiva na atividade econômica brasileira, conforme destacou o IBGE.

As atividades de serviços foram o principal motor desse crescimento. “Informação e comunicação, impulsionados pela internet e desenvolvimento de sistemas, além de telecomunicações, lideraram o desempenho. Outras atividades de serviços, como serviços profissionais e serviços prestados às famílias, e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, também tiveram forte contribuição”, detalhou Rebeca Palis.

No cenário setorial, a indústria registrou crescimento de 0,5% em relação ao segundo trimestre e 3,6% na comparação anual. Já o setor de serviços avançou 0,9% no trimestre e 4,1% no acumulado anual. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias subiu 1,5% no trimestre e 5,5% em relação ao ano anterior. A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 2,1% no trimestre e 10,8% na comparação anual, elevando a taxa de investimento para 17,6% do PIB no terceiro trimestre de 2024. No setor externo, as exportações recuaram 0,6%, enquanto as importações aumentaram 1%.

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