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Câmara avança em projeto que permite uso de imóveis rurais para quitar dívidas tributárias

Proposta busca regularizar dívidas tributárias de produtores rurais enquanto destina terras para programas de reforma agrária

29/11/2024 às 10h56
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o parecer do deputado Dilceu Sperafico ao Projeto de Lei 3.506/2023, que autoriza produtores rurais a utilizarem imóveis como forma de pagamento de dívidas tributárias. De autoria do deputado Lúcio Mosquini, a proposta estabelece que as terras sejam avaliadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e posteriormente destinadas à reforma agrária.

Para a aplicação da medida, o projeto define requisitos específicos. Os imóveis precisam estar livres de ônus, ou seja, sem pendências judiciais ou financeiras. Além disso, o valor das propriedades deve ser compatível com o montante da dívida. Caso o imóvel tenha valor inferior ao débito tributário, o proprietário poderá complementar o pagamento com recursos financeiros.

De acordo com o deputado Sperafico, a proposta tem como objetivo regularizar a situação fiscal de produtores rurais, fomentar o setor agrícola e reduzir as desigualdades no campo. “A medida permitirá que os produtores recuperem a capacidade de investimento, enquanto amplia o acesso à terra para famílias sem-terra, promovendo justiça social no campo”, afirmou.

O projeto tem o potencial de beneficiar diversos setores. Para os produtores rurais, representa uma alternativa para quitar débitos sem comprometer o fluxo financeiro de suas atividades. Já para o governo, o mecanismo fortalece os programas de reforma agrária ao destinar terras para agricultores familiares, ajudando a combater a desigualdade fundiária.

Mosquini destacou que a iniciativa promove segurança jurídica e equidade no uso da terra. “Estamos criando uma solução que beneficia tanto os produtores quanto os agricultores familiares, além de contribuir para um futuro mais sustentável e justo no campo”, afirmou o autor do projeto.

Apesar de avançar na Comissão de Agricultura, o texto ainda passará por análise nas Comissões de Finanças, Constituição e Justiça, antes de ser votado no Plenário da Câmara. Caso sancionada, a lei poderá se tornar um marco na gestão de terras, contribuindo para o fortalecimento do setor agrícola e a redução das desigualdades históricas no Brasil.

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